domingo, 17 de julho de 2011

Curiosidades da Nossa Igreja Católica

Algumas curiosidades...

35. Dá para coroar o tempo?

Dá. E os católicos gostam de coroar o tempo. A Coroa do Advento, um outro símbolo natalino, é feita de ramos verdes entrelaçados. Eles formam um círculo, no qual são colocadas quatro grandes velas, de preferência de cor roxa. Elas representam as quatro semanas do Advento, o Tempo do Natal.


Nas igrejas, essa coroa deve ser colocada em um lugar evidente no presbitério, bem perto do altar ou do púlpito, sobre uma mesinha, um tronco de árvore ou em qualquer outro lugar bem visível.

Essa colocação é recomendada até pelo Pontifício Instituto Litúrgico de Santo Anselmo de Roma.Nas casas, a Coroa do Advento costuma ser colocada numa mesa da sala ou num lugar bem central.

 

70. A Igreja garante alguma relíquia?

Sim, umas poucas e recentes, cheias de laudos e atestados. O resto a Igreja só garante que são coisas muito velhas, viajadas e antigas.A Igreja Católica sempre recomendou o respeito pelas relíquias e a confiança em suas virtudes, mas nunca interveio para confirmar ou negar a autenticidade de nenhuma.


Os papas, salvos raríssimas exceções, assim como os concílios, sempre limitaram-se a recomendações gerais, freqüentemente negativas sobre as relíquias, visando coibir os abusos. O cânon 62 do Concílio de Latrão, de 1215, determinou: "

Os bispos não permitirão mais que se empreguem vãs ficções ou peças falsas para enganar aqueles que vêm às suas igrejas honrar as relíquias, como acontece em muitos lugares visando o lucro". O mesmo cânon proibiu que as relíquias fossem retiradas de seus relicários e expostas. Uma sábia decisão.

 

98. Seria o prepúcio sagrado o de Jesus?

No princípio do século XII, esta versão do prepúcio sagrado foi levada para Roma e apresentada ao Papa Inocêncio III, a quem foi pedido um veredicto sobre a sua autenticidade. Com prudência, Inocêncio recusou pronunciar-se.


Já no século XVI, o Papa Clemente VII, mecenas de artistas como Rafael e Miguel Ângelo, grande perturbador do panorama político e religioso do seu tempo, declarou que o prepúcio sagrado era uma relíquia verdadeira e fruto do corpo de Jesus.

A impressão é que esse papa tinha um plano, um business plan, e aproveitou para conceder indulgências aos peregrinos que viessem prestar homenagem e fomentar outros negócios. Em sonhos ou visões, Santa Catarina de Sena fez um anel ou uma aliança do Santo Prepúcio.

O tema é vasto e rico, tanto para historiadores como para curiosos e psicanalistas. Sem falar da pesquisa genômica.

105. Como foi o batismo do Senhor?

Não teve padrinhos, nem salgadinhos, nem igreja.Mas aconteceu em família, entre primos. E foi muito movimentado, num cenário grandioso. Naquele tempo, o Rio Jordão ainda não havia sido desfigurado com todos os atuais plantios de eucaliptos australianos feitos nas suas margens.


No calendário religioso, a festa do batismo de Jesus leva os católicos, como peregrinos em espírito, às bordas do Rio Jordão, para participar desse acontecimento misterioso: o batismo de Jesus pelo seu primo João, o Batizador ou o Batista.

Segundo a narração evangélica: “enquanto Jesus, também batizado, orava, abriu-se o céu, baixou o Espírito Santo sobre Ele em forma de pomba, e se escutou uma voz do céu: ‘Você é meu Filho predileto, em ti me agrado’” (Lc 3,21-22). Um espetáculo de som e imagem. Um dia para ninguém mais esquecer.

 

114. A procissão católica inspirou o desfile de Carnaval?

Sim, e muito.As procissões são marchas solenes de caráter religioso, organizadas pela Igreja Católica, geralmente pelas ruas de uma cidade. Os padres e outros clérigos saem paramentados, carregando imagens, crucifixos, à frente de andores, estandartes, pálios ricamente decorados, velas, lanternas, archotes, estandartes, cruzes alçadas, lampadários, bastões etc.


Eles são levados por fiéis, também paramentados, das diversas irmandades e confrarias, religiosos e religiosas, e pelos leigos, em geral, formados em duas ou mais alas. As procissões rezam e entoam cantos, hinos e motetos, acompanhadas por fanfarras, bandas, música de instrumentistas, corais e cantores. Além do som de sinos ou matracas, e até de rojões, dependendo do caráter da procissão.

Nas procissões há cumprimento de promessas e alguns andam de pé descalço, carregam pedras, andam um trecho de joelhos etc. As passeatas e manifestações de rua, de operários, estudantes, grevistas etc. adotaram a liturgia católica das procissões e também saem com seus símbolos, estandartes, cantos e palavras de ordem. Ou desordem.

Os blocos, maracatus, cordões e vários grupos carnavalescos construíram suas coreografias, apresentações e forma de desfiles sobre o modelo das procissões. Há até estudos antropológicos sobre essa contribuição da sagrada procissão ao profano desfile do Carnaval. Do católico ao caótico.

 

125. É tempo de jejum ou de banquete de bacalhau?

No início do século VII o jejum quaresmal consistia em comer apenas uma refeição por dia e abster-se de toda alimentação na Sexta e Sábado Santos. O costume de abster-se de carne tinha grande significado no passado, pois era um alimento caro e desejado.


O comportamento vegetariano evocava uma humanidade de antes do dilúvio, quando os humanos comiam somente frutas e grãos.No Brasil, ficar um dia sem comer carne é pouco significativo. Muita gente come carne regularmente, várias vezes por semana.

Dá para parar um dia. Até a Sexta-feira Santa, antes um momento de despojamento e de abstinência de carne, tornou-se um dia de opulência gastronômica, de muita comilança de peixes, principalmente de bacalhau, uma proteína bastante cara e objeto de pratos suculentos e sofisticados. Tudo muito distante do espírito inicial da Quaresma.

 

128. Qual a razão das cinzas na cabeça?

Nas missas realizadas na Quarta-feira de Cinzas, os participantes são abençoados com cinzas. O padre sinaliza a testa de cada participante com cinzas ou as coloca sobre suas cabeças. Os cristãos normalmente deixam as cinzas em sua testa e nos cabelos até o pôr-do-sol, antes de lavá-los.


Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Oriente Médio de jogar cinzas sobre a cabeça, como sinal de arrependimento perante Deus.De onde vêm essas cinzas? Elas costumam ser obtidas pela queima dos ramos secos entregues nas paróquias e comunidades, que haviam sido abençoados e distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos.

149. Qual é a estrada sagrada dos católicos?

É a via-sacra, uma estrada colorida e movimentada. A expressão latina via-sacra significa caminho sagrado. Os cristãos quiseram, desde o início, seguir de perto os passos de Jesus em sua paixão, o seu caminho rumo ao Calvário, revivendo os acontecimentos desde o Horto das Oliveiras até o seu enterro.


Síntese de várias devoções, a prática da via-sacra desenvolveuse após as Cruzadas, e foi promovida pelos franciscanos, particularmente por São Leonardo de Porto Maurício (1676-1751). O santo frade Leonardo deu origem a esta devoção no século XIV no Coliseu de Roma, pensando nos cristãos impossibilitados de peregrinar à Terra Santa para visitar os santos lugares da paixão e morte de Jesus Cristo.

Ele instalou sozinho 576 vias-sacras! É estrada que não acaba mais. Uma verdadeira infra-estrutura viária religiosa.Com tantas vias-sacras não havia como se perder nos caminhos da piedade e da conversão, na rota para os céus.Ao longo da via-sacra o católico acompanha espiritualmente e através de imagens o trajeto de Jesus, desde a agonia no Getsêmani até à morte e sepultura no Calvário, com momentos de meditação e oração em várias estações.

 

192. Quando a coroa de Jesus perdeu seus espinhos?

A pontiaguda coroa de espinhos, colocada ou enterrada com violência na cabeça de Jesus, é a relíquia mais artesanal da caixa romana dos sofrimentos. Segundo a tradição, ao descerem Jesus da cruz, sua coroa de espinhos foi cuidadosamente retirada, preservada e conservada. Não deve ter sido pelo José de Arimatéia.


Ele já andava com as mãos ocupadas cuidando do corpo de Jesus e do Graal.Com o tempo, essa coroa, antes maldita, ficou sagrada,marcada que estava pelo sangue do Redentor. Com o tempo também, ela tornou-se cada vez menos assustadora e mais fácil de portar. A razão é simples: ao longo dos séculos, os imperadores de Bizâncio e depois os reis da França distribuíram generosamente os seus espinhos. Na última contabilidade

existiam 70 espinhos, ditos da coroa de Jesus, distribuídos planeta afora. E, assim, a coroa de espinhos ficou cada vez mais lisinha, menos ameaçadora, menos comovente e mais fácil de portar.

 

216. A celebração pascal tem hora certa?

Tem e deve ser respeitada. Após o pôr-do-sol do Sábado de Aleluia ocorre a celebração pascal, uma das mais longas e ricas de símbolos e sinais de toda a liturgia católica. Não pode ser antes do pôr-do-sol.


Originalmente, a celebração maior da Páscoa se fazia na noite do sábado para o domingo, mas a partir do século VII essa celebração começou ocorrer na tarde do sábado.Muitos não agüentavam esperar tanto pela ressurreição.

A partir de 1566, começaram a ocorrer celebrações pascais na manhã do sábado! Não dava nem tempo do corpo deJesus esfriar no sepulcro.Mal morria, já tinha que ressuscitar. A Igreja combateu esses angustiados desvios temporais e litúrgicos. O Papa Pio XII, em 1951 e 1955, autorizou e impôs o retorno à celebração noturna no Sábado Santo.

 

238. Pentecostes é uma festa judaica?

Certeza absoluta. A Festa de Pentecostes é de origem judaica. Ela corresponde à festa das Semanas, Shavuot, celebrada sete semanas depois da Páscoa (7 x 7 = 49). Pentecostes, em grego, significa qüinquagésimo, o 50º dia. Os hebreus eram pastores nômades.


Depois da sua sedentarização em Canaã, essa Festa das Semanas ou das Colheitas, própria de agricultores, tornou-se complementar à Festa da Páscoa, mais vinculada à antiga fase pastoril desses criadores de cabras e ovelhas. Após o exílio na Babilônia, com a reforma litúrgica e a concentração do culto judaico no Templo de Jerusalém, a Festa de Pentecostes passou a celebrar a Aliança do Sinai e a entrega ou revelação da Lei, da Torá, complementando a Páscoa, comemorativa da libertação do Egito.

Celebrada em Jerusalém, Pentecostes era uma das festas de Peregrinação, junto com Páscoa e Tabernáculos (Sucot). O cristianismo não ia deixar passar a oportunidade de também recuperar essa bela festa agrícola judaica e que, até hoje, faz grande sucesso nas áreas rurais brasileiras. E a pomba do Espírito Santo colaborou.

 

272. Sábado é dia de Maria visitar o purgatório?

Parece que sim. Certa vez, uma freirinha convencia-me sobre as vantagens de adotar o uso do escapulário de Nossa Senhora doCarmo. Segundo ela,Nossa Senhora, compadecida, viria me buscar no purgatório logo no primeiro sábado, após a minha morte, reduzindo meu tempo de permanência naquela situação.


Disse a ela que, nesse caso, iria rezar e torcer para morrer numa sexta-feira. Imaginei, como nas poesias de Fernando Pessoa, a singeleza de Nossa Senhora consultando uma folhinha nas paredes dos céus e lembrando-se que amanhã é sábado, dia de ir buscar almas no purgatório.

Na piedade popular, o sábado é dia consagrado a Maria, a Mãe de Jesus, porque “ela o antecedeu como a aurora ao dia”. A disciplina litúrgica permite a celebração da memória de Nossa Senhora no sábado (ofício e missa), sempre que no tempo comum do Ano Litúrgico, e que não haja celebração superior. Uma coisa é certa para os católicos: Nossa Senhora, a Compadecida, roga pelos pecadores, agora e na hora da morte. Seja qual for o dia da semana. Amém.

 

293. Para que serve um padrinho ou uma madrinha?

Para garantir o apadrinhamento. E a experiência mostra: não é fácil apadrinhar. Quem apadrinha, ajuda, põe-se a favor, patrocina, orienta, persevera e não atrapalha. Se você não tem padrinho, nem madrinha, não sabe o que está perdendo. E está até arriscado a morrer pagão.


Os padrinhos, no batismo ou na confirmação, apresentam o afilhado ou afilhada ao sacramento, comprometendo-se com a sua preparação e depois com a sua perseverança na fé. Só isso já seria um vasto programa, mas os padrinhos e madrinhas vão bem mais além. No Brasil, o apadrinhamento era um verdadeiro cimento social, garantiu a mobilidade pública de indivíduos e formas solidárias de assistência mútua.

Até mesmo os escravos, no passado, foram apadrinhados por seus senhores, ganharam liberdade e, em alguns casos, até obtiveram parte das fazendas em herança.No compadrio, as leis religiosas da fraternidade e do sagrado desafiam e aperfeiçoam as estruturas sociais profanas.

 

339. Um católico pode adorar santos?

Não e nem deve. Vai contra os mandamentos da Lei de Deus. Aquela dada a Moisés no Sinai. Muitos não entendem. Em suas igrejas não há santos ou imagens, nem andores ou altares. Preste atenção: católicos não adoram Maria, nem os santos.


Só adoram Deus que está nos céus. Os santos são venerados, imitados e cultivados por seus exemplos. Cultivar ou prestar culto significa o empenho em levar-se adiante, por um tempo prolongado, coisas de valor.

As pessoas cultivam certos hábitos de juventude, cultuam a memória, as idéias ou o exemplo de uma pessoa. Esse é o sentido da palavra culto ou veneração prestada a um santo.

Eles são venerados, como deve ser venerado um bom pai, uma boa mãe e toda e qualquer pessoa que se torna uma imagem de Cristo aqui na terra. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da vocação universal à santidade, tema renovado com grande ênfase no II Concílio do Vaticano. Para a Igreja Católica não basta ser bonzinho.Todo mundo deve e pode ser santo.

 

396. Por que a peregrinação aos santuários?

O rabi Nachmanides dizia: se você está com dor de cabeça, cuide de seus pés. Em outras palavras: mexa-se. Saia do imobilismo. Em todas as religiões há santuários aos quais se dirigem os devotos, devidamente mobilizados. O ato de peregrinar às igrejas indicadas, próprio do Ano Santo, indica: não temos aqui na terra uma morada definitiva.


O destino de todos é passar. Somos passantes, em movimento, a caminho, no reto caminho. A vida é uma passagem para quem busca a vida eterna. Perder as ilusões,desapegar-se das situações aparentemente estáveis, deixar o comodismo e a rotina, peregrinar, na procura de uma vida mais justa e frutuosa.

Engajar-se pelos caminhos santos e vias-sacras. E, no Brasil, muita gente adora peregrinar, seja a pé ou a cavalo.


Evaristo Eduardo de Miranda


Diretor do Instituto Ciência e Fé, ministro das exéquias, Doutor em Ecologia, pesquisador da Embrapa, autor dos livros "Sábios Fariseus" e "A sacralidade das águas corporais" pelas Edições Loyola, entre outros, com obras editadas na França e na Itália



sexta-feira, 15 de julho de 2011

Oração pela Libertação do Luto


Augusta fazendo oração e Cida Moreira cantando


Precisamos conhecer a nossa realidade, para sermos curados.

Perceba a importância do oração e neste caso especificamente, pelas dores.

Luto, significa dor. Oremos por essas situações.

Madre Rejane é uma das melhores animadoras de Retiros do Nosso País


Madre Rejane do Instituto das Irmãs Pequeninas


Estive neste Retiro, em comemoração aos 26 anos de criação do Grupo de Oração São José Operário, em Franca-SP, e pessoalmente, efetuei as filmagens.

Tenho acompanhado o trabalho de Irmã Rejane, sou uma das benfeitoras da obra e na medida do possível, participo dos Retiros que ela ministra.

Já tive neste ano, duas vezes no Estado do Maranhão, fiquei vários dias por lá, no Instituto, sendo que a primeira vez, ficamos na Casa Paroquial e já na segunda vez, pude hospedar no próprio Instituto fundado pela irmã, que é recém-criado, com poucos meses de existência e que o bispo e todo o clero do Maranhão tem dado um enorme apoio ao trabalho que ela realiza, principalmente na RCC.

Tenho aprendido muito com a Madre Rejane, ela é uma amiga, uma irmã e excelente orientadora e me incentivou muito na minha formação. Assim, esse participei de vários outros encontros, na área de Cura e Libertação, como por exemplo, com Padre Wagner, da Canção Nova, em Formiga-MG e fiz um Retiro, Curados para Amar da Comunidade Shalom, em BH, além de outros.

Assim, quero que Vazante, tenha a oportunidade de conhecer o trabalho dela que é espetacular. Veja o vídeo.

Augusta Moreira dos Santos
Grupo de Oração São Francisco de Assis-Vazante-MG

O Luto não vivenciado - Pregação feita por Augusta



Augusta Moreira dos Santos


Luto significa dor. Nós vamos ver hoje, que há diversas formas de luto e não somente quando morre uma pessoa.

Prestemos bastante atenção em tudo que será falado, mesmo porque o luto não vivido, incubado dentro e nós, pode nos trazer traumas, sofrimentos profundos e até mesmo doenças.

Essa é uma pregação que o Senhor nos inspirou e que nos levou a fazer uma oração de libertação sobre os lutos não vivenciados, como a perda de um emprego, de um objeto, de uma casa, de amigos, de entes queridos que faleceram.

Quero esclarecer que já vi palestras a respeito, com Madre Rejane e também, ouvi um CD que a mesma gravou, ela é fundadora do Instituto das Irmãs Pequeninas do Sacratíssimo Coração de Jesus.

E assim, pude ter um direcionamento para através do Espírito Santo falar a respeito.

Vale a pena você ouvir esse vídeo pois pode te direcionar a um problema que você nem sabia que possuia.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

GRUPO DE ORACAO SAO FRANCISCO DE ASSIS-VAZANTE-MG: Curas Emocional e Fisica

GRUPO DE ORACAO SAO FRANCISCO DE ASSIS-VAZANTE-MG: Curas Emocional e Fisica

Curas Emocional e Fisica

 



Conteúdo da Pregação (Por Padre Rufus Pereira)

Nesta Pregação, Padre Rufus, nos ensina que a cura que cada um de nós mais precisa, é a cura interior, sem cura interior, é impossivel a cura fisica, pois para chegar a cura fisica que não é a mais importante, é necessário primeiro a cura das emoções de cada pessoa.

Local: C.E.D.J.H.M. / Cachoeira Paulista.

Horário: 9:00 Hs. / Acampamento de Cura e Libertação.

A cura de que mais precisamos é a cura espiritual, é a cura que experimentamos e sentimos todo o perdão e amor de Deus em nossa vida. Pecar contra Deus é o maior mal. A cura mais importante que o Senhor nos oferece é a condição de perdoar. Isso acontece quando nos colocamos diante de Deus em um profundo arrependimento. É muito importante fazermos uma confissão profunda e sincera da nossa vida.

A segunda cura de que mais precisamos é a emocional ou interior. A terceira é a cura física, mas é a cura menos importante. Por isso eu nunca faço uma palestra só sobre cura física, porque eu vejo que esta vem quando somos curados interiormente. Precisamos nos libertar da influência que o mal tem sobre a nossa vida. A cura de que mais precisamos é a cura interior, que não é só importante, mas necessária, é a chave para a cura completa.

Quando a gente reza por uma pessoa drogada a primeira cura que a gente faz é a cura interior, para ver o que a levou a se viciar. A pessoa não é curada fisicamente antes de ser curada interiormente. Geralmente as doenças físicas são marcas das doenças interiores.

A cura interior é importante e necessária, todos nós precisamos dela, porque até mesmo Jesus queria ser inteiramente curado. A cura interior é importante porque muitas vezes os remédios não são bons para nós. Mas, por favor, me entendam: a medicina é importante, mas quando os médicos não podem fazer nada, Jesus pode. Por exemplo, tratamentos com psiquiatras, é um tratamento caro e as pessoas pobres não têm acesso a ele, por isso, a cura interior é muito importante.

Eu sempre digo que em toda a paróquia precisava haver tratamento de cura interior porque somos educados de uma forma que nos prejudica. Na nossa árvore genealógica aconteceram fatos que nos causam feridas hoje, e essas coisas permanecem no profundo do nosso ser e do nosso inconsciente. Como essas coisas podem afetar minha vida hoje?

É o que São Paulo nos diz em Romanos 7, 19: “Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero”. Eu disse ontem que a razão pela qual fazemos isso são os nossos pecados, e a segunda razão sãos as mágoas que adquirimos das pessoas, e nós rezamos por cura interior sobre isso.

Imagine uma pessoa que foi concebida fora do casamento em adultério, isso pode afetar a vida dela por muito tempo. Criança prematura, criança que perde o pai ou cujo avô se supõe que tenha cometido suicídio, tudo isso pode afetar a vida da pessoa por muito tempo.

Como eu posso saber e como orar pela minha cura interior? É simples, até os médicos podem usar isso. Primeiro precisamos observar os sintomas internos. Se a pessoa tem dores de cabeça pode ser por algumas razões como: batido a cabeça na parede, ou teve malária, tifo, etc, ou pode ser uma razão emocional como medo de fazer prova. Eu preciso observar cuidadosamente os sintomas, preciso saber quais são os sintomas emocionais.

Eu costumo perguntar quais os sintomas que mais aparecem. Uma pessoa que se sente triste quando está sozinha, ou raiva, é bom sempre sabermos o sintoma que a pessoa tem. É muito importante detectar o diagnóstico correto, mas não podemos parar nos sintomas, precisamos pedir ao Senhor que nos mostre as doenças físicas e emocionais.

Todo o ser humano tem quatro tipos de sintomas. Primeiro sintoma é a rejeição. A rejeição vem quando eu sinto que não sou amado por aquela pessoa que eu espero. Não significa que não me amam, mas eu sinto que não me amam. Talvez essas pessoas não receberam amor, então, não sabem dar amor. Jesus passou por isso: “Jesus veio para os seus, mas os seus não O receberam”.

Ele foi levado à morte por causa da inveja dos homens. Mas o que o Senhor disse na cruz mostra a rejeição mais profunda que um homem pode passar: “Meu Deus, meu Deus! Por que até Tu me abandonastes”? Esse é o maior fardo na vida de um ser humano.

Uma jovem veio me pedir aconselhamento num retiro na Índia. Todos os jovens tinham a mesma bagagem de vida, pertenciam à classe baixa, vinham de famílias pobres, os pais de quase todos eram alcoólatras e violentos.

A jovem me disse que quando era criança o pai abandonou a mãe por causa de outra mulher. A mãe mais tarde encontrou emprego na Arábia Saudita e a deixou com um casal. Depois de 5 anos, quando a mãe voltou de férias, ela já estava com 8 anos e estava ansiosa para abraçá-la.

O mês passou e a mãe voltou para Arábia sem a visitar. Enquanto ela me dizia isso toda a tristeza e raiva explodiu e veio à tona em choro de raiva e desespero, lágrimas de dor. Mas o que a Palavra de Deus diz? Ela tem soluções para todos os problemas humanos: “Pode a mãe esquecer os filhos de suas entranhas? E se ela esquecer Deus diz: Eu jamais te esquecerei. Eu já tenho seu nome escrito na palma da minha mão”.

A segunda doença emocional é o sentimento de inferioridade, porque muitas pessoas se sentem superiores a outras e se fecham em si mesmas. Quando as crianças têm sentimento de grandeza ninguém quer ficar perto delas. Talvez um dia uma criança vai ouvir: “Você não é tão inteligente como seu irmão”.

Imediatamente ela começa a adquirir um sentimento de inferioridade e começa a ter pena de si mesma e a não gostar de si, e sente vontade de morrer. O suicídio começa com o complexo de inferioridade. A Bíblia diz que ninguém precisa ter sentimento de inferioridade, porque o Senhor nos criou à imagem e semelhança d'Ele (cf. Gênesis 1,26).

O terceiro sentimento emocional que precisa ser curado é o sentimento de culpa. Eu peco e penso que Deus jamais me perdoará. E todos os dias eu penso e sinto sentimento de culpa. E a Bíblia diz em Apocalipse que satanás nos acusa dia e noite diante de Deus, ele nos acusa na certeza de que ficaremos presos pelo resto da vida. Mas o que nos diz São Paulo em Romanos: “Já não há condenação diante de Cristo”. Satanás nos acusa, mas Jesus nos defende diante do Pai.

O quarto fardo emocional é o fardo do medo. Não estou falando de fardos pequenos. Estou falando de medos que não têm razão de ser, por exemplo, medo de escuridão, medo de pessoas, de multidão, medo de ter câncer e por aí vai...

Quando as crianças dizem que têm medo dos pais, eu fico com vontade de dizer que os pais têm mais medo delas do que elas dos pais. Todas as vezes em que o Senhor aparecia para seu povo, Ele dizia: “Não tenhais medo”. É satanás que coloca medo em nosso coração. Medo e fé não combinam. Muitas vezes medo é sinal de que nossa fé é pequena.

Eu preciso identificar minhas doenças emocionais. Preciso procurar de fato as raízes das causas dos meus problemas emocionais, isso é o mais importante quando falamos da cura interior. Eu ainda não vi nenhum caso de cura interior sem saber as raízes do problema.

E só existe uma forma de descobri as raízes: Pedindo ao Espírito Santo que nos revele. Infelizmente as pessoas não procuram pessoas certas para se aconselhar, o Senhor não quer que saibamos do futuro, o que Ele quer é que confiemos n’Ele e coloquemos nosso futuro em suas mãos. Colocar o futuro nas mãos de Deus e não pedir que uma pessoa olhe o futuro em suas mãos.

Só o Espírito Santo que o Espírito da verdade é capaz de descobrir as causas para a sua cura interior, mas precisamos fazer uma análise da nossa vida para descobrir as raízes, e a primeira coisa é preciso passear na árvore genealógica. A Igreja diz que o pecado é pessoal, mas a conseqüência atinge muitas pessoas, de geração em geração.

Suponha que um ancestral seu suicidou, eu já vi vários casos assim, outros por causa do aborto e isso vai se repetindo porque uma lá atrás alguém fez aborto e passou de geração. Suponha que tenha alcoolismo ou pessoas que foram depravadas, perderam os bens materiais, ou então nos amaldiçoaram e também todas as gerações que viriam, isso pode afetar toda uma geração.

Eu estava dando retiro para umas irmãs e a madre geral trouxe um bebê de uma mulher que eu já havia rezado por ela. A madre disse que o bebê que tinha nascido há quatro meses não conseguia dormir. É um problema comum na Europa e no Brasil, várias pessoas que não conseguem dormir. O sono é sinal de que Deus está com você. Satanás não dorme, mas Jesus dormiu.

A criança só chorava e se contorcia, levaram o bebê nos melhores médicos e não houve melhora. A mãe me disse que quando estava grávida, ela teve um choque muito grande. Então eu disse que o bebê não seria curado sem oração. E no último dia do retiro os pais trouxeram o bebê, e o que eu fiz? Nem eu sei. Pergunte ao Espírito Santo.

Eu pedi uma das irmãs que pegassem o bebê, pedi paras as 100 irmãs que participavam do encontro rezassem pela mãe e não pelo bebê e eu fui orar pelo bebê. Enquanto oravam pela mãe o bebê parou de chorar e começou a dormir profundamente, eu pensei que o bebê iria acordar, mas ele dormiu.

Uma semana depois eu recebi uma carta de umas das freiras dizendo que a partir daquele dia que o bebê passou a dormir bem.

As raízes podem estar na nossa infância como os abusos sexuais. Tudo isso pode causar os problemas que temos hoje na nossa vida. Uma mulher me disse que foi abusada sexualmente na infância e nunca se confessou porque sentia vergonha e nunca confessaria isso até morrer, mas no retiro sentiu que havia esperança. Até mesmo mulheres casadas, dizem que quando tem relação sexual com seus maridos sentem como se estivessem fazendo coisas erradas. Os casais precisam muito de cura interior.

É importante o arrependimento para a cura interior. Eu estava pregando um retiro e os líderes do grupo de oração me pediram para rezar por um jovem que estava doente. Os médicos disseram que não haviam conseguido descobri o que ele tinha, e os especialistas disseram que não tinha mais nada a fazer.

O jovem se sentiu tão mal e disse: “Eu preciso procurar o padre Rufus”. Eles insistiram comigo e bem tarde eu fui ao hospital e lá estava aquele jovem cheio de aparelho ao seu redor. Eu perguntei: Por que você me chamou? E para minha grande surpresa ele me disse que queria confessar. Eu fiquei com raiva porque ele poderia ter confessado com o pároco e eu não precisava ter saído de tão longe.

Ele fez uma confissão profunda. E quando eu estava saindo do hospital eu senti que Jesus estava me puxando e o Espírito Santo me fez lembrar do paralítico que foi levado a Jesus pelo buraco do telhado, e Jesus sabia que o sintoma da paralisia era emocional e ele precisava de cura espiritual. Por isso disse: “Os teus pecados estão perdoados”, libertação da culpa. Então antes de dizer levante e ande, antes de dizer teus pecados estão perdoados, Jesus disse: “Meu filho”! Era isso que aquele jovem queria escutar, que apesar dos pecados Deus o chamava de filho.

Eu voltei para ao quarto do hospital e disse ao jovem o que Jesus disse ao paralítico, e orei pela cura física dele depois de perdoar os seus pecados. Eu tinha tanta certeza do que aconteceria que eu pedi para ele se mexer - e antes ele não conseguia - eu pedi que o colocassem sentado e falei: Levante e caminhe de um lado para o outro, e ele caminhou.

A única coisa que eu não disse foi tome seu leito, mas no outro dia ele foi para casa, e um ano depois eu testemunhei. O jovem subiu ao palco e eu disse: No momento em que ele fez uma confissão profunda de sua vida, ele foi curado fisicamente.

 

GRUPO DE ORACAO SAO FRANCISCO DE ASSIS-VAZANTE-MG: Oração pela Libertação do Luto

GRUPO DE ORACAO SAO FRANCISCO DE ASSIS-VAZANTE-MG: Oração pela Libertação do Luto

Oração pela Libertação do Luto






Augusta Oração libertação do luto



É interessante a criatividade que Deus utiliza para que nós repassemos ao povo as suas reais necessidades.

Estive em Franca-SP, num Retiro de Cura e Libertação e assim, comprei um CD, duma oração e palestra proferidas, respectivamente, por Irmã Rejane, fundadora do Instituto das Irmãs Pequeninas do Sacratíssimo Coração de Jesus e tanto eu, quanto minha família gostamos muito do CD.

No núcleo do Grupo de Oração, o Senhor nos mostrou a necessidade de falar sobre esse Tema no Grupo de Oração.

Daí obedecemos.


Veja o vídeo.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

curados para amar

retiro shalom
#links

Descontração total antes do Jantar no Retiro do Shalom

Slide Retiro Curados para Amar


Embora a máquina tenha caído e as filmagens e fotos não tenham ficado tão boas, mesmo assim, fizemos questão de deixar registrado, prometendo que da próxima, vamos caprichar pois já arrumamos uma filmadora melhor.


Veja slide e alguns momentos registrados, além dos que já publicamos no blogger.


Bem, a turma quer ver e na verdade, é maravilhoso poder recordar momentos de tranquilidade, alegria e amor mútuo. Assim, podemos ver Iolanda, Janaína, Conceição, Jaqueline e os restante da equipe, muito felizes pelo êxito do serviço prestado ao Senhor e, ao mesmo tempo ver os participantes do Retiro numa alegria profunda, pela cura interior, pelo encontro pessoal com Jesus e amando mais, sorrindo mais, perdoando mais.


É isso, o Grupo de Oração São Francisco de Assis, através de Augusta e Cristiano, agradece a equipe do Shalom e diz que em agosto muitos Vazantinos querem pela misericórdia de Deus fazer esse Retiro.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Purgatório na Bíblia

Muitos me perguntam onde está na Bíblia o Purgatório? Ele é uma exigência da razão e mesmo da caridade de Deus por nós. A palavra "Purgatório" não existe na Bíblia, foi criada pela Igreja, mas a realidade, o "conceito doutrinário" deste estado de purificação existe amplamente na Sagrada Escritura como vamos ver. A Igreja não tem dúvida desta realidade por isso, desde o primeiro século reza pelo sufrágio das almas do Purgatório.
 
1 – São Gregório Magno
 
2 – O ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus do Antigo Testamento; cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódio de Judas Macabeus. Narra-se aí que alguns soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas Macabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados. "Então encontraram debaixo da túnica de cada um dos mortos objetos consagrados aos ídolos de Jâmnia, coisas proibidas pela Lei dos judeus. Ficou assim evidente a todos que haviam tombado por aquele motivos… puseram-me em oração, implorando que o pecado cometido encontrasse completo perdão… Depois [Judas] ajuntou, numa coleta individual, cerca de duas mil dracmas de prata, que enviou a Jerusalém para que se oferecesse um sacrifício propiciatório. Com ação tão bela e nobre ele tinha em consideração a ressurreição, porque, se não cresse na ressurreição dos mortos, teria sido coisa supérflua e vã orar pelos defuntos. Além disso, considerava a magnífica recompensa que está reservada àqueles que adormecem com sentimentos de piedade. Santo e pio pensamento! Por isso, mandou oferecer o sacrifício expiatório, para que os mortos fossem absolvidos do pecado" (2Mc 12,39-45).
 
O autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, louva a ação de Judas: "Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormeceram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu pecado". (2 Mac 12,44s) .Neste caso, vemos pessoas que morreram na amizade de Deus, mas com uma incoerência, que não foi a negação da fé, já que estavam combatendo no exército do povo de Deus contra os inimigos da fé. Cometeram uma falta que não foi mortal.
 
Fica claro no texto de Macabeus que os judeus oravam pelos seus mortos e por eles ofereciam sacrifícios, e que os sacerdotes hebreus já naquele tempo aceitavam e ofereciam sacrifícios em expiação dos pecados dos falecidos e que esta prática estava apoiada sobre a crença na ressurreição dos mortos. E como o livro dos Macabeus pertence ao cânon dos livros inspirados, aqui também está uma base bíblica para a crença no Purgatório e para a oração em favor dos mortos.
 
3 – Com base nos ensinamentos de São Paulo, a Igreja entendeu também a realidade do Purgatório. Em 1Cor 3,10, ele fala de pessoas que construíram sobre o fundamento que é Jesus Cristo, utilizando uns, material precioso, resistente ao fogo (ouro, prata, pedras preciosas) e, outros, materiais que não resistem ao fogo (palha, madeira). São todos fiéis a Cristo, mas uns com muito zelo e fervor, e outros com tibieza e relutância. E S. Paulo apresenta o juízo de Deus sob a imagem do fogo a provar as obras de cada um. Se a obra resistir, o seu autor "receberá uma recompensa"; mas, se não resistir, o seu autor "sofrerá detrimento", isto é, uma pena; que não será a condenação; pois o texto diz explicitamente que o trabalhador "se salvará, mas como que através do fogo", isto é, com sofrimentos.
 
4 – Na passagem de Mc 3,29, também há uma imagem nítida do Purgatório:"Mas, se o tal administrador imaginar consigo: ‘Meu senhor tardará a vir’. E começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar (…) e o mandará ao destino dos infiéis. O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes." (Lc 12,45-48). É uma referência clara ao que a Igreja chama de Purgatório. Após a morte, portanto, há um "estado" onde os "pouco fiéis" haverão de ser purificados.
 
5 – Outra passagem bíblica que dá margem a pensar no Purgatório é a de (Lc 12,58-59): "Ora, quando fores com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali, até pagares o último centavo."
 
O Senhor Jesus ensina que devemos sempre entrar "em acordo" com o próximo, pois caso contrário, ao fim da vida seremos entregues ao juiz (Deus), nos colocará na "prisão" (Purgatório); dali não sairemos até termos pago à justiça divina toda nossa dívida, "até o último centavo". Mas um dia haveremos de sair. A condenação neste caso não é eterna. A mesma parábola está´ em Mt 5, 22-26: "Assume logo uma atitude reconciliadora com o teu adversário, enquanto estás a caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo" . A chave deste ensinamento se encontra na conclusão deste discurso de Jesus: "serás lançado na prisão", e dali não se sai "enquanto não pagar o último centavo".
 
6 – A Passagem de São Pedro 1Pe 3,18-19; 4,6, indica-nos também a realidade do Purgatório:"Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados (…) padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos na prisão, aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes (…)." Nesta "prisão" ou "limbo" dos antepassados, onde os espíritos dos antigos estavam presos, e onde Jesus Cristo foi pregar durante o Sábado Santo, a Igreja viu uma figura do Purgatório. O texto indica que Cristo foi pregar "àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes". Temos, portanto, um "estado" onde as almas dos antepassados aguardavam a salvação. Não é um lugar de tormento eterno, mas também não é um lugar de alegria eterna na presença de Deus, não é o céu. È um "lugar" onde os espíritos aguardavam a salvação e purificação comunicada pelo próprio Cristo.

Do livro: Purgatório. O que a Igreja ensina.
Prof. Felipe Aquino –
(†604), Papa e doutor da Igreja, explicava o Purgatório a partir de uma palavra de Jesus: "No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado nem no presente século nem no século futuro (Mt 12,31). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro" (Dial. 41,3). O pecado contra o Espírito Santo, ou seja a pessoa que recusa de todas as maneiras os caminhos da salvação, não será perdoado nem neste mundo, nem no mundo futuro. Mostra o Senhor Jesus, então, neste trecho, implicitamente, que há pecados que serão perdoados no mundo futuro, após a morte.
Purgatório — Prof. Felipe Aquino www.cleofas.comb.br

terça-feira, 28 de junho de 2011

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cura interior

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Depois de chegar do Retiro ministrado pela Comunidade Shalom, Augusta conduz oração no Grupo

Augusta Moreira dos Santos

Nesta Segunda Feira, o povo foi agraciado do início ao fim, com um grupo de oração ungido. Deus de uma forma criativa, inspirou Cida Moreira num júbilo marailhoso.

Assim, Augusta, depois de chegar do Retiro da Comunidade Shalom, Curados para Amar, de uma forma muito serena, aproveitando aquele canto inspirado, conduziu a oração, levando o povo a exaltar o nosso Deus, sendo que após, ela ministrou oração de cura interior, para as pessoas se libertarem de traumas desde a gestação.

Foram momentos de intimidade com o Espírito Santo de Deus e que trouxe alegria aos corações, veja o vídeo e constate um pouquinho do que ocorreu.


O Terço da Divina Misericórdia



Como de Costume a comunidade recitou o terço da misericórdia, que nos leva a meditação mais profunda do amor misericordioso de Jesus.

E assim, segue após, o Grupo de Oração que em conjunto, acalenta os corações.


Lucimar, a coordenadora do grupo, faz oração com os participantes.

Lucimar


Foi num clima de muita serenidade que iniciou o grupo de oração, nesta segunda feira, às 19 horas. Estamos realmente nos inebriando da misericórida de Deus.

Vejamos momentos ocorridos no grupo e que serve para meditarmos no amor de Deus, no perdão de nossas culpas, na bondade do pai.

A Toca de Assis no Retiro"Curados para Amar" da Comunidade Shalom

Toca de Assis


Não podíamos de deixar de divulgar o trabalho da Toca de Assis, principalmente porque o Grupo de Oração São Francisco de Assis, tem uma grande devoção a esse Santo, que transformou a vida de multidões, com sua conversão e exemplo de vida.

Assim, no Retiro da Comunidade Shalom, havia várias irmãs da Toca de Assis, fazendo também o Retiro e aproveitei um intervalo para conversar com elas.

Neste vídeo, vocês terão a oportunidade de ver Iolanda convidar para o próximo Retiro que será em agosto deste ano e ver a equipe e participantes num intervalo, antes do jantar conversando descontraidamente.

Veja o vídeo.

Augusta Moreira dos Santos

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Retiro"Curados para Amar" Comunidade Shalom-BH


              Augusta


                                           Descontração no fim do Retiro-Curados para Amar
            Augusta e Cristiano do Grupo de Oração São Francisco de Assis presentes no Retiro


Foi num clima de muita abertura de coração, num ato de fé e esperança, que eu, Augusta e meu sobrinho  Cristiano, participamos do Retiro Curados para Amar, ministrado pela Comunidade Shalom.

Participaram deste retiro, algumas irmãs da Comunidade Toca de Assis, pessoas diversas, e, até, vocacionadas da própria comunidade que sentiram o chamado e disseram sim, participando deste Retiro.

"Curados para Amar", foi realizado em Igarapé, nos dias 23 a 26 de junho de 2011, no Retiro São Vicente, um local em contacto com a natureza, num clima propício, dormindo no próprio local, cada um num quarto, tendo o tempo necessário para a meditação.

A equipe, numa sintonia profunda, demonstrando todo o carinho para com os participantes, acompanhando o tempo todo os que lá estavam, ajudando na cura e libertação dos traumas desde a concepção, abrindo o coração ao perdão e ao derramento do Espírito Santo.

Eu, Augusta, pude sentir a misericórdia do Senhor e recebi formação, muitas curas desde o ventre materno, além de direcionamento com algumas formas de agir.

Posso até dizer que houve um divisor de águas na minha vida, ou seja, antes e depois do Retiro.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A justiça de Deus é colocar a inteligência a serviço do coração.


PARRESIA

François Callens

Palestra proferida no Forum Carismático Shalom – Nov/99 – Mantido o tom coloquial
 
Vou começar contando uma história. Certa vez, nós encontramos um rapaz de cabelos longos, com um violão; ele estava com uma moça com quem vivia, mas não era casado. Ele estava fumando, e não era um cigarro; a Igreja e Deus para ele não significavam muita coisa. Então, nós fomos conversar um pouco com ele e o convidamos a participar de uma noite de oração; ele veio, foi profundamente tocado, confessou-se e decidiu mudar de vida. Abandonou a droga, deixou a moça com quem vivia e cortou os cabelos, mas ficou com o violão. Alguns meses depois, ele entrou na Comunidade, e, oito anos mais tarde, ordenou-se padre. Ele se chama Padre Eli e trabalha nas peregrinações com jovens. Eu tive a graça de me confessar três vezes com ele.

Portanto, nada se perde! Talvez no meio de nós aqui, entre vocês, esteja o futuro Cardeal de Fortaleza; talvez esteja também a futura Irmã Teresa do Nordeste! Talvez estejam também os bisavós da futura Santa Teresinha aqui de Fortaleza! Quando eu voltar aqui, daqui a 8 ou 10 anos, talvez, eu já esteja falando um pouquinho de português e talvez eu vá me confessar com um jovem padre, e esse padre pode dizer: “Você sabe, há 8 anos, quando você disse que aquele padre tinha ficado com o violão, aquilo me tocou muito”.

Isso é evangelização! Não é ficar preso àquilo que nós vemos ou àquilo que nós queremos, mas sim se prender à vontade de Deus, à visão de Deus. E Deus quer que nós sejamos santos. E a santidade não é fazer tudo perfeitamente; a santidade é doação, e quando nós já tivermos dado tudo, então é perdoar, e quando tudo tiver sido perdoado, é se doar. Isso é a santidade.

Eu vou contar outra história. Nós estávamos pregando com o padre sobre esse tema, Parresia para Evangelização. E eu estava muito desencorajado; as pessoas que estavam na minha frente, menos numerosas que vocês, estavam todas digerindo o almoço e, com a Parresia da Evangelização, não estavam se incomodando muito; e o padre contou então, essa história que eu vou contar agora a vocês.

Ele também disse que no final uma moça que estava assistindo veio conversar com ele; e essa moça veio pedir que ele desse a ela um conselho para evangelizar; ela também estava desencorajada. Aí o padre perguntou a ela: “Como você veio para cá?” Ela disse: “De ônibus”. Então, disse para essa moça que ia sair de ônibus: “Você vai dizer para a primeira pessoa que se sentar ao seu lado: Deus te ama e eu vou orar por você”. Ela perguntou: “O Senhor não tem um outro conselho para me dar, não?” – A gente sempre quer uma coisa diferente –. Ele disse: “Não, não tenho outro conselho”.

Então, essa moça entrou no ônibus, sentou-se, fechou os olhos e começou a rezar, pedindo que “ninguém” se sentasse ao lado dela no ônibus. “Oh! Virgem Maria, que ninguém se sente, pois eu não sou capaz de fazer isso” (evangelizar). Nós também pensamos assim! De vez em quando, em cada parada, ela abria os olhos... E numa dessas vezes, ela viu uma pessoa gorda... E pediu ao Senhor que não enviasse aquela pessoa. Mas nós não escolhemos o nosso “próximo”. Vocês se recordam do Evangelho de Lucas, “O bom samaritano”. Quem escolhe o seu próximo? É a mesma história do levita e do publicano... O próximo é aquele que Deus escolhe e coloca ali, bem próximo de nós.

E o ônibus parou nessa parada, o homem entrou e se sentou ao lado dela. Esse senhor tinha um ar muito sério, muito importante. Então ela pensou: “Como eu sou da RCC, eu vou primeiro orar para o Espírito Santo me ajudar”. Ela nunca havia rezado tanto para o Espírito Santo; passou uma parada, a segunda, a terceira e ela esperando que ele descesse antes dela terminar de rezar. Mas ele não descia... Então, ela fechou os olhos, virou-se para ele e disse: “Moço, eu sou cristã; será que o senhor quer que eu ore por você?” Fechou os olhos e ficou esperando a resposta. Embora de olhos fechados, ela sentiu que ele estava soluçando, chorando. Esse senhor tinha sofrido muito, estava desesperado e, obviamente, não esperava de jeito nenhum essa intervenção de Deus na vida dele! E ela foi tão reconfortada, tão fortalecida na sua fé, que foi depois para a África, lá estava à frente da RCC.

E aí vocês podem estar se perguntando: “E nós, devemos também fazer isso?” Sim. Devemos. “E como vamos fazer para rezar pela pessoa?” Coloque a mão sobre a pessoa, feche os olhos e diga no coração de vocês: “Senhor, faz alguma coisa; tudo é possível!” De que vocês têm medo? Por que vocês estão sufocados?

Vocês se lembram de hoje de manhã, quando o Santíssimo Sacramento estava aqui exposto? A Emmir proclamou uma palavra profética muito forte sobre o “combate espiritual”. Era como se todos nós estivéssemos esmagados, sufocados. Hoje de manhã, o Senhor falou, acima de tudo, acerca da impureza. E o demônio, sempre usa a mesma metodologia. Primeiro ele sufoca, depois ele desencoraja e se nós conseguimos vencer esses dois obstáculos, nós veremos o terceiro.

Hoje de manhã era o sufocamento como um “polvo”, cheio de tentáculos. Aqueles que leram as 20 milhas submarinas do Júlio Verne, devem lembrar como esse animal pegava o submarino e ia apertando... apertando... É isso que o demônio faz. E nós vamos ficando apertados, sufocados; a nossa liberdade, a nossa alegria vai ficando sufocada e a nossa Parresia também. Então, o que foi feito no submarino para que o “polvo” os deixasse? Eles mandaram uma descarga elétrica, e com isso o polvo na mesma hora o soltou, e o submarino ficou livre.

Nós temos o poder de enviar essa descarga elétrica sobre o demônio, que é esse “polvo” que nos oprime. Essa descarga é o louvor! Quando nós louvamos, é como se nós estivéssemos derramando essa energia nesse polvo. Quando nós louvamos, o polvo se assusta. Ele grita e nos deixa. Os anjos até “aplaudem” com as suas asas... Quando eu louvo, eu faço um ato de louvor a Deus que é bom, que é eterno no seu amor. E o demônio é obrigado a sair de cima de nós. E nós é que devemos rir! Ele tem ódio que a gente ria dele. Então, a cada momento que vocês forem louvar, lembrem-se disso, que vocês estão liberando o poder de Deus!

A segunda grande tentação é o desencorajamento. Então, para ilustrar o desencorajamento, primeiro eu vou contar uma historinha e depois vou ler uma passagem bíblica para que compreendam melhor.

É uma pequena parábola que vou contar. Um dia, o demônio fez uma grande exposição. Ele expôs todas as armas que utilizava. Era um shopping. Todos os pecadores, os assassinos, os estupradores, os ladrões, vinham ver essa exposição. E todas as armas eram gratuitas. Um “self service”, você vinha e pegava a que quisesse. Porém, havia um instrumento que tinha marcado “esse é único, não está à venda, nem pode ser emprestado”. Era algo muito pequeno, um pouco envelhecido. E perguntaram ao demônio: “O que é isso?” Ele respondeu: “Isso aqui eu guardo, é meu. Com esse instrumento posso entrar em qualquer lugar. É uma chave. E essa chave se chama desencorajamento. Com essa chave do desencorajamento eu abro a mente e penetro até o coração. E eu consigo entrar no coração dos apóstolos, no coração dos missionários, no coração dos pais, dos jovens...”

É uma história triste! Mas escutem, não sejamos “imbecis”, ele nos deu um meio; ele mostrou as armas, mostrou que as armas estão aqui. Então, se eu abaixo muito a minha cabeça, ele não vai encontrar onde fica a abertura, porque o demônio nunca se abaixa, só Deus se abaixa. E nós podemos nos abaixar quando pedimos perdão; assim que vocês se ajoelham o demônio não pode mais achar essa abertura da chave, ele não tem mais a fechadura.

Em 1Reis 19 temos a história de Elias. Ele era um grande profeta. E o Senhor deu a Elias uma Parresia incrível. Ele disse: “Você vai fazer a chuva parar durante três anos. Você vai ressuscitar uma pessoa morta, e você principalmente vai afrontar os profetas de Baal. Eles são 450 e você vai sozinho. Mas eu, Deus, estou com você.” Então Elias foi lá e provocou os profetas de Baal.

Ele provocou-os e disse: “Vamos lá, façam cair o fogo do céu”; e durante o dia inteiro os 450 profetas de Baal ficaram rezando, pedindo que o fogo caísse do céu; elas faziam todo o ritual, mas não adiantava nada. E Elias ficava só rindo. Ele ficava se divertindo, e dizia: “Coloquem o dinheiro de vocês nos bancos, comprem muitas coisas, casas de luxo, carro, casa de praia, de montanha, vamos ver se isso vai fazer com que vocês sejam felizes”. As pessoas não são felizes assim, e o fogo do céu também não desce.

E aí, no fim do dia, eles dizem: “Elias, agora é com você!” Então Elias foi lá, colocou no altar o sacrifício, e para mostrar que aquilo não era um acaso, ele pediu que sobre o sacrifício se derramasse água. Ele fez com que a água fosse derramada três vezes sobre o sacrifício, em cima, do lado, no meio, em todo lugar. E disse então: “Senhor, agora é com você”. E o fogo do céu desceu. Então Elias disse: “Prendam os profetas e que nenhum deles fuja”. Elias foi lá, e degolou cada um deles.

Depois Elias, que não teve medo desses 450 profetas de Baal, foge para o deserto; e diz: “Senhor, chega! Eu quero morrer, toma a minha vida”... Ele estava em pé nesse momento, ele sabia bem que tinha sido Deus que tinha feito tudo isso. Mas ele deve ter achado que ele tinha feito alguma coisa também. O resultado é que o grande profeta Elias ficou desencorajado, como se ele fosse um “principiante”, um “estagiário”. Isso é normal! O desencorajamento é normal. É normal que uma mulher casada se sinta desencorajada de ver o seu marido sempre bêbado.

É normal que as pessoas se sintam desencorajadas por não acharem um trabalho estável, por não ter oportunidade de fazer os estudos. Vocês são como Elias! E Deus diz: “Você está desencorajado, porque você ainda é “muito grande”... Vá se abaixando, se abaixando, dobre os joelhos no chão e ore. Você não vale mais do que os outros, mas eu te amo! Eu te amo infinitamente.” Então, vocês serão vencedores. Vocês serão renovados no fervor, na Parresia; vocês então terão ultrapassado o desencorajamento e para se atravessar esse obstáculo é preciso estar de “joelhos”, porque nós somos “muito grandes”, sempre “muito grandes”.

E o último ponto que eu quero abordar é que se vocês se colocam de joelhos, vocês colocam os olhos de vocês no nível dos olhos de Jesus, porque Jesus passa sua vida gloriosa de joelhos. A ocupação de Jesus é lavar os meus pés. Quando Jesus lavou os pés dos apóstolos, vocês achavam que Ele estava em pé? Se Jesus estivesse em pé, os apóstolos teriam de levantar os pés bem alto para Ele lavar; não teria dado certo. Mas não, Jesus colocou-se de joelhos, e se eu me coloco de joelhos, eu me aproximo dos olhos de Jesus. Eu não posso ficar desencorajado. Quando eu estou desencorajado, então significa que é porque eu estou em pé. Então, é impossível sermos renovados no fervor, na Parresia, sem que nós devoremos a Bíblia. A Bíblia é como uma roupa. Eu entendo que a gente não tenha uma cruz... Mas que a gente não tenha uma Bíblia! Então, de que é que vocês vivem?

Vamos agora ver os instrumentos de combate de São Paulo (Ef 6,14ss). Vamos fazer uma revisão rápida e ilustrada. Existem quatro armas para que possamos nos defender e duas para atacar. As de defesa são o cinto, a couraça, o capacete e o escudo; As de ataque – o demônio é quem nós atacamos – são a espada e as sandálias.

O cinto é para se defender. Por que o soldado usa o cinto? Para segurar a calça, porque senão, ao correr, ela cai e ele vai se atrapalhar. E se ficamos segurando a calça com as duas mãos, não podemos lutar. Isso é o que São Paulo diz.

O cinturão é a verdade. A verdade é que me permite manter as mãos livres e o coração livre... Há 14 anos, nós estávamos pregando a um grupo, durante uma semana. Na sala tinha uma mãe e ela estava orando pela sua filha de 15 anos, sem saber que nesse mesmo momento, ela estava indo para casa, e, lá na esquina, um homem pulou sobre a menina e disse: “Tire a roupa, porque eu vou te violentar”. E a filha teve esta resposta extraordinária: “Eu não posso, porque sou virgem”. Essa é uma resposta absurda, nessa situação.

O homem começou a ficar nervoso. Ela pegou a Medalha dela e disse: “Eu pertenço à Virgem Maria, eu não posso”! Então, o homem olhou a Medalha e saiu correndo. A moça começou a chorar e foi correndo para a Igreja. Ela veio falar comigo e quando nós compreendemos a história dissemos: “Nós iremos rezar por você para que a sua memória seja curada; e se você quiser, nós vamos orar depois para que você perdoe”. Ela disse: “Não, eu quero que vocês orem para que eu perdoe esse homem agora, não depois”! E assim fizemos.

No dia seguinte então, nós continuamos a fazer o nosso trabalho pastoral e, no dia seguinte, a mãe estava novamente lá e ela orava agradecendo ao Senhor; e nesse momento a filha voltava novamente para casa, e o homem voltou também, pulou perto da menina de novo e disse: “Eu peço perdão a você”, e saiu correndo de novo. Aí está a Parresia do testemunho cristão. Ela disse a verdade para ele, simplesmente uma verdade pobre que parece até ridícula, ser virgem e andar com a Medalha de Nossa Senhora, hoje em dia diante da televisão e da mídia, isso pode até ser ridículo. Eu poderia multiplicar esses exemplos durante horas...

A verdade é esse cinto que nos deixa livres, sem medo. Nós devemos conhecer a verdade, devemos tomar essa decisão; devemos ler regularmente o Catecismo da Igreja, estudar, pedir explicação sobre ele.

A segunda arma é a couraça. A couraça serve para proteger o coração. Ela é a justiça; mas é a justiça que defende o amor, que protege o amor. O nosso coração é como um recipiente pequenino e a abertura é bem pequenininha, mas aí tudo pode entrar; o bom vinho, ou coisas ruins...

Nós vimos no desencorajamento a mesma coisa; mas como essa abertura é pequenininha, Deus nos dá um funil, e nesse funil tem na parte fina um filtro, que se chama inteligência. E a parte grande como um “vê”, é a boa vontade. Se você coloca esse funil no seu coração, no sentido correto, o “vê” para cima, essa então é a couraça de Deus.

As coisas passam pela boa vontade são filtradas pela inteligência e entram no coração. Mas eu quero que a minha inteligência compreenda antes. Eu quero que me provem, antes de crer. Eu quero que me expliquem antes que eu aceite. Eu quero que me mostrem, que me demonstrem antes de eu aceitar. Então eu quero as coisas em contrário. Eu quero que as coisas funcionem primeiro, como se eu colocasse esse funil de cabeça para baixo, ao contrário. Se vocês colocarem a inteligência primeiro, como é que vocês querem que funcione? Porque a justiça de Deus é colocar a inteligência a serviço do coração. Não é a ditadura da razão; é a minha razão servindo o amor. Se nós colocarmos a razão nas nossas experiências de amor, nós não encontraremos jamais a pessoa da nossa vida, jamais o homem da nossa vida, a mulher da nossa vida. Quando alguém está apaixonado nós perguntamos: “Por que você está apaixonado?” E a pessoa vai dizer: “Porque, porque, porque...” Então, a inteligência tem de vir depois.

Eu vou contar a vocês um exemplo, que eu vou até rir de mim mesmo. Mas isso é verdade, para mostrar como eu era quando tinha 18 anos. Graças a Deus, a minha mãe, coitadinha, não vai ouvir isso que eu estou dizendo, porque senão ela ficaria com vergonha...

Quando tinha 18 anos, eu, um homem francês, inteligente, com um espírito cartesiano disse: “Ó minha inteligência, como será a mulher da minha vida?” Comecei a pensar como seria o físico dela. Então, isso tudo para fazer um robô, um retrato daquela mulher que eu deveria encontrar. E eu procurava nas revistas, e quando eu encontrava o rosto de uma mulher que me agradava, eu cortava o rosto e no final do ano, eu teria 80 fotos; e aí eu fui procurando que rosto me agradava mais. Aí fui separando os olhos, o nariz, a boca, então, eu fui deixando assim de lado, cinco ou seis narizes, olhos... boca, que me agradavam, que eu achava que seria bonito na minha mulher.

O problema, é que eu tinha escolhido cinco ou seis, mas eu só poderia encontrar uma! Porque uma mulher só tem um nariz. Então, depois de muito refletir, cheguei a uma conclusão e encontrei o meu nariz preferido, o olho preferido, a boca preferida etc. E aí, eu fui montando, aí eu colei, e isso se tornou como um robô, um modelo. O resultado disso foi um desastre! Simplesmente essa mulher se tornou um monstro! Graças a Deus, a minha esposa, Eveline, não se parece nada com esse desenho que eu fiz. Vocês estão vendo? Isso não era justo.

Essa é a couraça da justiça. Não era a melhor maneira de agir! Deus não age assim. Então, coloquem sempre a couraça, e coloquem esse funil do coração no sentido coreto, senão todas as histórias de amor que vocês viverão serão loucuras. As meninas que estão sonhando com o Leonardo de Caprio, e os rapazes com uma atriz famosa. O demônio sempre age assim.

A terceira arma para permanecer fervoroso é o capacete da esperança! A esperança é viver hoje, fazer o que eu tenho de fazer hoje, mas olhando como Deus. Olhando para o tempo em que estaremos todos reunidos no Paraíso; nós nos reconheceremos! Vocês me dirão em português: “Ó Dudu, eu estou tão feliz de você estar aqui. Você chegou quando?” E eu vou entender tudo! E vou dizer: “Ah! Você é aquele que estava lá na décima fila e que estava dormindo?” E eu vou perguntar: “E o que foi que você gravou dessa palestra?” Aí ele vai dizer: “Eu me lembrei de que devia ficar de joelhos e com o “funil para cima”! E aí durante a Missa eu me coloquei de joelhos e coloquei esse funil no bom sentido”.

E eu vou dizer: “Foi tudo o que você ouviu? E você evangelizou lá no ônibus?”. “Ah não! Porque eu era o motorista, não dava!”. “E você estava usando uma cruz? Não? E a Bíblia você está lendo?” “Eu não! Mas de joelhos eu fiquei”. E é isso mesmo, vocês vão estar no céu comigo. E nós lá vamos nos confraternizar, vamos cantar Shalom! A Virgem Maria vai ficar conosco.

É assim que a evangelização acontece. Vocês vão falar disso para outras pessoas. Vocês vão dizer para um amigo daqui a pouco: “Eu não entendi bem o que ele estava dizendo, mas eu ri bastante. E esse amigo pode ser tocado, pode ser que ele vá à Missa todos os domingos, todos os dias, e talvez ele se torne o pai do Cardeal de Fortaleza em 2080. E nós todos estaremos lá no céu. Então, São Pedro vai dizer: “Senhor Jesus, eu vou te apresentar agora o Cardeal de Fortaleza”. E este vai dizer: “Estou aqui no céu graças a um senhor que foi tocado pelo que disse outro senhor, que estava lá atrás numa reunião do Shalom.” Aí, Jesus vai dizer: “Ah! O Shalom!” E vai dizer para São Pedro: “Faça entrar toda a Comunidade Shalom!”

Então, isso é a Parresia, isso é a Comunhão dos Santos, isso é o Tesouro da Igreja Católica. Então, o Capacete da Esperança é que me faz capaz de ver como Deus. É melhor do que um capacete de vídeo, daquele vídeo game.

O escudo agora! Ele faz o mesmo feito do colete à prova de bala que os policiais americanos usam. É a Fé! Que gênero, de que tipo de fé estou falando? É crer que, qualquer coisa que aconteça, Deus está aí. Nada pode me separar do amor de Deus. O garotinho que fica aqui nas costas do pai, que é campeão de box, não tem medo de nada. Ele tem fé no seu pai.
Fonte: Revista Shalom Maná

terça-feira, 14 de junho de 2011

Parresia




Li um texto sobre Parresia que dizia mais ou menos assim:que a Parresia é um dom extraordinário! O dom de Deus já está em nós, é chegada a hora da coragem, da ousadia, do desassombro, da intrepidez é a hora do atrevimento do Espírito!

Sempre ouvimos falar de pessoas carismáticas, que receberam o dom de curar pessoas por meio da oração, ou até que através delas acontecem milagres.

A gente vê falar de outras que recebem revelações de Deus, das coisas mais secretas e escondidas no coração ou até mesmo na alma de outras pessoas, no passado, e inspiradas pelo Espírito Santo, elas são capazes de nos direcionar em relação aos passos que devemos dar em nossas vidas.

A cura dos milagres, a revelação, as profecias, são dons de Deus que só podemos compreender à luz do Espírito Santo.

Nesses relatos, dizia que a parresia é a mesma coisa. É um dom ligado ao das línguas e ao da pregação. Essa palavra quer dizer coragem, entusiasmo, mas não só isso.

Entusiasmo não significa apenas ânimo, mas estar cheio de Deus dentro de si. Ela é mais do que coragem, é algo que está voltado para o falar.

Quem possui esta graça não tem medo das conseqüências que venha a enfrentar por causa daquilo que diz. É uma coragem que brota da confiança profunda em Deus, e da mensagem que se anuncia.

Como vimos realmente precisamos da Parresia, necessitamos desta coragem que brota da confiança em Deus e de anunciar a palavra sem medo.

Nestes últimos tempos Deus tem agraciado o seu povo com a Parresia e que nos agracie também, pois conforme a escritura, os sinais bíblicos, já estamos chegando no fim. 

A palavra precisa chegar a toda criatura.

O Nosso Senhor Jesus Cristo precisa ser anunciado, o Espírito Santo precisa ser derramado em profusão.

A promessa do pai deve ser cumprida.

Que Deus nos conceda a graça de receber a PARRESIA e de cumprir a sua vontade em nós.

Augusta Moreira dos Santos

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Finado Padre Leo, vejamos parte de sua pregação sobre Cura Interior

 

Praticar a Cura Interior

De Wiki Canção Nova


Padre Léo - 29/12/2003 - código CD 25.02146 DVD 26.02146

Filipenses 4, 9 O que aprendestes, recebestes, ouvistes e observastes em mim, isso praticai, e o Deus da paz estará convosco, pois ele está no meio de nós.

Praticai, os músicos tem o dom, mas eles precisam praticar, os esportistas praticam, eles treinam sempre, a prática ela é desagradável, mas ela precisa praticar!

Essa menina Dayane dos santos, é uma tampinha, metade de mim, ela conseguiu uma cambalhota, lá que entrou para a lista das melhores, mas ela falou que a sua maior luta é não poder comer quindim, para não engordar, ela renunciou ao doce, ela praticou, ela se esforçou, praticou.

A única vez que Jesus pede, ele pede para aprendermos dele que sejamos mansos e humildes de coração, pois tudo nasce do coração, o que mata é o que sai do coração, e não o que entra.

Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, a gente aprende observando, imitando, a quem você está Imitando?
Quando acontece uma coisa ruim com você, você se desespera! Oh meu Deus, onde você está?

Lá em Brasília no coração solidário, eu falava com o padre Jonas, não é a qualidade das músicas e quem seleciona as músicas que irão fazer sucesso.

A literatura Light da Nova Era, é uma literatura que não precisa pensar, do jeito que você lê o livro do Paulo Coelho, dá vontade de ser Prostituta, por que você não coloca lá os tantos sofrimentos que viveram os meus filhos que vieram da zona.
O encardido pega os inteligentes, senão ele não seria o escritor mais vendido do mundo.

Eu queria que os nossos compositores tivessem a capacidade de fazer música de cura interior do Adoniram Barbosa, se ele tivesse sido evangelizado, ele teria convidado a tristeza não para sentar na mesa de um bar, mas na mesa da Eucaristia.

Se nos decepcionamos com um amigo, estamos como velho gá, gá..., se não queremos nos decepcionar com os nossos amigos, não tenhamos amigos. Jesus teve os três amigos para o monte tabor, mas quando chega no Getsêmani eles dormem.

Jesus se decepcionou com eles, com Pedro, com Judas, com Tomé, com todos eles, com Marta, com Maria, você vai se decepcionar, não os elimine, faça como Adoniram Barbosa, fale o que você sente.

Tomáz Edson, quando perdeu tudo que tinha com o fogo, ele chamou o filho e disse, chame sua mãe, para ela vê a beleza dessas chamas, dessas labaredas!

Precisamos fazer uma cura a luz da certeza, Deus dá o frio conforme o cobertor, a sua tristeza vai trazer a casa queimada de volta, temos que aprender com as labaredas.

No que depender de Deus, ele vai fazer absurdo para você ir para o Céu! Pessoal ai, velharada, meus amigos e minhas amigas, qual é a primeira pergunta do Catecismo? Quem é Deus? Deus é um Espirito!

Aquele menino ali no presépio está bonitinho, mas ele nasceu numa manjedoura com os bichos. Vi um pavão quando fui a Jerusalém em vários lugares, então perguntei para o guia o significado do pavão, o guia me respondeu, que a carne do pavão, é a carne que mais se conserva depois que a ave é morta.

Ele abre as asas para que Deus possa cobrir-nos, os pés do pavão, é o mais feio, Jesus andou e lavou os pés dos apóstolos, ele lava os pés dos Apóstolos, e a prostituta lava os pés dele, o pavão é uma das poucas aves que consegue matar uma cobra venenosa, o pecado.

Desde a oração da manhã, ele está nos ensinando, seja o amigo ou a maloca, prepare para perder todas as pessoas de sua vida, por que é perdendo que se ganha, nós não amamos as pessoas, nós amamos a imagem que fazemos das pessoas, e Jesus nasce sem roupa e morre sem túnica, para nos dizer, tire as suas máscaras.

O Artista só compõe por que é inspirado Em Deus, quando você será como o Adomiram Barbosa, para transformar desgraça em graça! A sua maior cura está na sua música, o Trem das onze, não posso ficar, mais nem um minuto, minha mãe me espera! Quem tem uma mãe que o espera, coloca limites, não posso ficar.

Eu sou a pessoa que mais sofre, você sabe que foi rejeitado por sua mãe? Ótimo, você foi desejado, tecido no seio de sua mãe, mesmo contra a vontade dela, você foi tecido por Deus, Louve a Deus por isso!

Observe essa árvore hoje, veja no dia primeiro, não muda nada! Tô nem ai, Tô nem ai, na sua casa, não muda nada, só por que é ano novo! Seja canal de graça, de alegria e não de tristeza, Paulo apanhou sem roupa, depois foi para a prisão, e lá escreveu a carta para os Filipenses, sobre a alegria, ele estava triste? Não, ele estava cheio do Espirito Santo.

Você acha que Jesus sorriu no Getsêmani? não, ele falou, pai afasta de mim este cálice, ele suou sangue. Cura interior é fazer a leitura da minha vida pelo enfoque da graça de Deus na minha vida, isso é cura interior!

Vamos fazer cura interior, e cura interior é treinar, treinar, como quando estamos tocando violão, Do, Ré, Mi..., no inicio é difícil, preciso treinar, eu preciso aprender, a reler a minha vida, vou treinando no dia a dia!

Cura interior não é ser abobado, hipnotizado, Buda, senta no calcanhar e fica lá, não é isso não!

Por que você acordou hoje, viva como se fosse o último dia de sua vida, um dia você acerta! quem tem Deus, aprende o começo de uma nova vida, nunca pergunte por quê isso, quem pergunta assim é o encardido, pergunte para quê isso, o para quê vem de Deus.

O que eu posso aprender com a morte de meu pai? O amor a Deus pai que não morre nunca, a amar sua mãe, pois uma viúva sofre muito.

Nosso Deus não era, ele é e está, retome hoje a sua história, e se coloque no colo de Maria e José, e peça para que eles lhe apresente ao coração de Deus no altar, para sair das trevas e mergulhar na luz.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Cristiano Anima o Grupo de Oração e Lucimar Louva ao Senhor

Cristiano e Lucimar


Com Canções que o povo gosta, foi iniciado o grupo de oração, seguido por um louvor que a coordenadora do grupo iniciou e foi finalizado pela palavra de Deus, onde o Senhor demonstrou a todos nós o seu amor e por fim, houve a quebra de maldição na vida dos participantes e familiares.

Foi um momento de muita devoção ao nosso Deus, onde ali pode se constatar curas e libertações.

terça-feira, 7 de junho de 2011


No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu com poder sobre os Apóstolos; teve assim início a missão da Igreja no mundo. O próprio Jesus tinha preparado os Onze para esta missão aparecendo-lhes várias vezes depois da sua ressurreição (cf. Act 1, 3).
Antes da ascensão ao Céu, ordenou que "não se afastassem de Jerusalém, mas que aguardassem que se cumprisse a promessa do Pai" (cf. Act 1, 4-5); isto é, pediu que permanecessem juntos para se prepararem para receber o dom do Espírito Santo. E eles reuniram-se em oração com Maria no Cenáculo à espera do acontecimento prometido (cf. Act 1,14).

Permanecer juntos foi a condição exigida por Jesus para receber o dom do Espírito Santo; pressuposto da sua concórdia foi uma oração prolongada. Desta forma, encontramos delineada uma formidável lição para cada comunidade cristã.
Por vezes pensa-se que a eficiência missionária dependa principalmente de uma programação atenta e da sucessiva inteligente realização mediante um empenho concreto.

Sem dúvida, o Senhor pede a nossa colaboração, mas antes de qualquer resposta nossa é necessária a sua iniciativa: é o seu Espírito o verdadeiro protagonista da Igreja. As raízes do nosso ser e do nosso agir estão no silêncio sábio e providente de Deus.
As imagens que São Lucas usa para indicar o irromper do Espírito Santo o vento e o fogo recordam o Sinai, onde Deus se tinha revelado ao povo de Israel e lhe tinha concedido a sua aliança (cf. Êx 19, 3ss). A festa do Sinai, que Israel celebrava cinquenta dias depois da Páscoa, era a festa do Pacto.
Falando de línguas de fogo (cf. Act 2, 3), São Lucas quer representar o Pentecostes como um novo Sinai, como a festa do novo Pacto, na qual a Aliança com Israel se alarga a todos os povos da Terra. A Igreja é católica e missionária desde a sua origem.
A universalidade da salvação é significativamente evidenciada pelo elenco das numerosas etnias a que pertencem todos os que ouvem o primeiro anúncio dos Apóstolos (cf. Act 2, 9-11).

O Povo de Deus, que tinha encontrado no Sinai a sua primeira configuração, hoje é ampliado a ponto de não conhecer qualquer fronteira de raça, cultura, espaço ou tempo.
Diferentemente do que tinha acontecido com a torre de Babel (cf. Jo 11, 1-9), quando os homens, intencionados a construir com as suas mãos um caminho para o céu, tinham acabado por destruir a sua própria capacidade de se compreenderem reciprocamente.
No Pentecostes o Espírito, com o dom das línguas, mostra que a sua presença une e transforma a confusão em comunhão. O orgulho e o egoísmo do homem geram sempre divisões, erguem muros de indiferença, de ódio e de violência.

O Espírito Santo, ao contrário, torna os corações capazes de compreender as línguas de todos, porque restabelece a ponte da comunicação autêntica entre a Terra e o Céu. O Espírito Santo é Amor.

Mas como entrar no mistério do Espírito Santo, como compreender o segredo do Amor? A página evangélica conduz-nos hoje ao Cenáculo onde, tendo terminado a última Ceia, um sentido de desorientação entristece os Apóstolos.
A razão é que as palavras de Jesus suscitam interrogativos preocupantes: Ele fala do ódio do mundo para com Ele e para com os seus, fala de uma sua misteriosa partida e há muitas outras coisas ainda para dizer, mas no momento os Apóstolos não são capazes de carrregar o seu peso (cf. Jo 16, 12). Para os confortar explica o significado do seu afastamento: irá mas voltará; entretanto não os abandonará, não os deixará órfãos.

Enviará o Consolador, o Espírito do Pai, e será o Espírito que dará a conhecer que a obra de Cristo é obra de amor: amor d'Ele que se ofereceu, amor do Pai que o concedeu.

É este o mistério do Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhantes a Ele, isto é, ser "expressão e instrumento do amor que d'Ele promana" (Deus caritas est 33).

Reunida com Maria, como na sua origem, a Igreja hoje reza: "Veni Sancte Spiritus! Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor!".

Amém.
Extraído do Link
:http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/pentecostes/e_03.htm

A Quebra de Maldições- Augusta

Augusta Moreira dos Santos


Nesta semana no Grupo de Oração São Francisco de Assis, foi realizada a Oração pela Quebra de Maldições, veja o vídeo onde enfatiza a importância de se quebrar maldições por causa do pecado e que se propaga de geração em geração.