sábado, 14 de julho de 2012

Você sabe o que é tibieza



Libertos da tibieza

Josefa Alves
Consagrada na Comunidade de Vida Shalom

Em alguns períodos da nossa vida, podemos detectar em nós alguns dos sintomas da tibieza: a frieza, a apatia, o desânimo, a insatisfação com Deus e conosco mesmo, a falta de estímulos para a oração diária, e até mesmo a falta de forças para decidir por algo ou desistir de alguma coisa. Se sofremos deste mal, há esperança para nós e o remédio é infalível: precisamos de um novo, belo e santo Pentecostes!

É preciso, em primeiro lugar, tomar consciência da nossa condição de necessitados de uma renovação constante do Espírito Santo em nossa vida. O clamor constante e a abertura necessária à ação da graça farão de nós homens e mulheres fervorosos, capacitados pelo Espírito a transbordar no mundo o amor infinito de Deus.

Uma alma tíbia é uma alma morna, fraca, preguiçosa, desanimada e sem fervor. Esta “doença” traz sérias conseqüências, não só à nossa vida espiritual, mas a todas as realidades da nossa existência. 

Ela é conseqüência do pecado e desenvolve-se com facilidade nas almas que não são muito amigas das renúncias, sacrifícios e orações. Mas pouco adianta dizer, simplesmente, que é preciso aplicar à doença da tibieza o remédio do fervor. Seria como dizer a um doente que o remédio para ele é a saúde, ignorando que este é o seu problema: a falta de saúde.

O único remédio contra a tibieza é o Espírito Santo, porque não existe verdadeiro fervor se não for inflamado pelo fogo do Espírito. O pecado endurece o coração e torna a pessoa indiferente a Deus. O Espírito nos aponta as raízes do pecado, fortalece-nos para a batalha, fecunda em nós os seus dons, purifica-nos, aquece e inflama o nosso ser.

O Espírito Santo não se contenta em purificar-nos do pecado, mas prolonga a sua ação em nós até nos fazer “fervorosos no Espírito”. Comporta-se em nós como o fogo quando se apega à lenha úmida: primeiro a expurga, arrancando-lhe com barulho todas as impurezas, depois a inflama progressivamente, até que se torne toda incandescente e ela mesma se transforme em fogo. Ele, que faz novas todas as coisas, quer fazer fervorosos os homens tíbios.

Concretamente, isto quer dizer que o Espírito Santo nos preserva de cair na tibieza, e se por acaso já nos encontrarmos neste estado, livra-nos dela. É impossível sair da tibieza sem uma intervenção decisiva do Espírito; se tentarmos fazê-lo mergulharemos ainda mais no pecado do orgulho.

Olhemos para os apóstolos antes de Pentecostes: eram tíbios, incapazes de vigiar uma hora, discutiam sempre sobre quem seria o maior, ficavam espantados diante de qualquer ameaça. 

Depois que o Espírito veio sobre eles como línguas de fogo, tornaram-se a imagem viva do zelo, do fervor e da coragem. Fervorosos no pregar, no louvar a Deus, no fundar e organizar as Igrejas e, enfim, no sacrificar a vida por Cristo. 

Cirilo de Jerusalém escreve: “Os apóstolos receberam o fogo que queima os espinhos dos pecados e dá esplendor à alma”, e um escritor medieval escreve: “O Paráclito que, em línguas de fogo, desceu sobre os apóstolos e os discípulos, desce também sobre nós como fogo: para queimar e destruir a culpa, para purificar a natureza, para consolidar e aperfeiçoar a graça, para expulsar a preguiça de nossa tibieza e acender em nós o fervor do seu amor” (Hermann de Runa, Sermões Festivos, 31).

Muitos santos passaram por um longo período de tibieza, mas nenhum deles foi santo sem ter sido encharcado, queimado, transformado pelo poder e ação viva do Espírito Santo. 

“Passei nesse mar tempestuoso quase vinte anos, ora caindo ora levantando. Mas levantava-me mal, pois tornava a cair. Tinha tão pouca perfeição que, por assim dizer, nenhuma conta fazia de pecados veniais. Se temia os mortais não era a ponto de me afastar dos perigos. 

Sei dizer que é uma das vidas mais penosas que se possa imaginar. Nem me alegrava em Deus, nem achava felicidade no mundo. Em meio aos contentamentos mundanos, a lembrança do que devia a Deus me atormentava. Quando estava com Deus, perturbavam-me as afeições do mundo” (Santa Teresa de Jesus, Vida, 8,2).

Quando invocamos o Espírito, clamamos: “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor”, e ainda: “Aquece o que está frio”. Às vezes este clamor também é frio, porque fria é a nossa esperança. 

Em Ezequiel 37 temos outra imagem clara de um povo tíbio: “nossos ossos estão secos, nossa esperança está morta”, mas é a poderosa ação do Espírito Santo que faz estes ossos secos retornarem à vida. 

Com o auxílio da graça, portanto, é possível sair da tibieza e passarmos da condição de frios e temerosos a fervorosos no Espírito!

Bibliografia consultada:
Cantalamessa, Raniero. O canto do Espírito. São Paulo: Vozes, 1998.

Fonte: Revista Shalom Maná

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Criação dos Anjos



A existência dos anjos é dogma, isto é, verdade de fé da Igreja. Trata-se de verdade contida na Sagrada Escritura, proclamada nos Concílios Ecumênicos, afirmada pela unanimidade dos Santos Padres, e ensinada por todos os Teólogos fiéis ao magistério da Igreja. 

A definição dogmática, deu-se no IV Concílio de Latrão realizado no ano 1215. Antes desse Concílio, a existência dos Anjos, fora afirmada e formulada no Concílio Ecumênico de Nicéia I (ano 325), sob o pontificado do Papa São Silvestre, cujo decreto D.54 explica claramente:

" Creio em um só Deus, Pai Todo Poderoso, 
Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis".

Estas palavras são quase que a repetição daquilo que São Paulo ensinava em sua primeira carta aos Colossenses (Col 1,16s).

Todas as referências aos Anjos são feitas considerando-os como seres reais e não como símbolos, abstrações, puras mensagens de Deus, ou personificações literárias dos atributos divinos. A existência dos Anjos como também dos demônios é uma verdade que faz parte da doutrina católica. Temos que partir da convicção, por fé, de que os Anjos de fato existem.

A Bíblia não nos indica o momento de sua criação nem as circunstâncias em que foram criados, no entanto fala inúmeras vezes de suas intervenções diretas na história da salvação e nos destinos da humanidade.

Os anjos foram criados do nada por Deus, "em Cristo", e a serviço de Deus e da Igreja; prestando este serviço em louvor e adoração constantes a Deus e auxiliando o homem de diversas formas.

Quando por um ato de sua livre vontade o Senhor Deus resolveu iniciar a sua criação, Ele o fez de duas formas, ou seja, dividiu sua criação em duas: a criação visível e a criação invisível.

A criação visível de Deus é composta de tudo quanto os nossos olhos podem alcançar, ou melhor, tudo que os nossos sentidos percebem. Já a criação invisível é retrato do próprio Deus, que se faz visível por suas obras mas é de natureza invisível.

A criação invisível de Deus é que, na realidade, une e coordena toda a natureza. Esta criação é super povoada por seres espirituais que têm por nome: Anjos. A palavra anjo tem um significado de mensageiro, enviado, emissário de Deus. Eles existem por um ato da vontade de Deus que os tirou do nada e os trouxe a existência.

Os Anjos de Deus são seres brilhantes e resplandecentes, dos quais emana luz, e são um espelho da glória de Deus. São seres poderosos diante do trono, sua luz intensa irradia energia, porque Deus, a fonte da luz, tem pleno domínio sobre Eles.

A Tradição Católica acredita que o número de anjos criados por Deus é muito superior ao número de homens criados, visto que cada homem, desde Adão até o último que aparecer na Terra, tem um Anjo de Guarda diferente. A Escritura fala de milhares de milhões (Dn 7,10), de miríades (Hb 12,22).
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por 
Comunidade Shalom

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Psicóloga não poderá professar sua fé com pacientes, decide Conselho.


Jornal eletrônico Sul

A psicóloga Marisa Lobo que trabalha na recuperação de dependentes químicos e promete também terapias de “cura” da homossexualidade, tem até o dia 24 de fevereiro para retirar de seus endereços na internet toda e qualquer opinião religiosa que tenha manifestado até agora.

A evangélica Marisa foi denunciada no Conselho Federal de Psicologia (CFP) por ativistasLGBT e ateus que discordam com a interferência da religião dela no tratamento dos pacientes

Marisa foi chamada ao Conselho Regional de Psicologia (CRP) quando ficou ciente da decisão do órgão sobre a retirada das opiniões religiosas do blog, da páginas na internet e do twitter. De acordo com o código de ética do Conselho, Marisa estaria violando os termos do código ao expressar suas crenças religiosas, principalmente quando induz posições contrárias à homossexualidade.

Ela assinou um documento e terá 15 dias para adequar o material do site marisalobo.blogspot.com e do Twitter @marisalobopsico. E 30 dias corridos para adequar o site ww.psicologiacrista.com.br.

Ao sair da reunião a psicóloga iniciou uma campanha em seu Twitter contra  “perseguição religiosa”. “Me senti perseguida, ouvi coisas absurdas, uma pressão psicológica que se eu não tivesse sanidade mental, teria me acovardado e desistido de minha fé”, escreveu Marisa.

Ela defendeu que teria direito de expressar suas convicções. “Quando questionei que estavam me pedindo para negar Deus se quiser continuar exercendo minha profissão, elas se olhavam, e diziam: ‘Não é isso, você pode ter sua fé mas não pode externar, guarde pra você, pois está induzindo pessoas a acreditarem em você pela sua influência’”. A profissional já teria uma reunião marcada com o senador Magno Malta para tentar reverter a situação.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Frases de Santa Teresa de Ávila


Quem foi Santa Teresa de Jesus: Ela nasceu em Ávila, na Espanha. Mulher de grande inteligência e sabedoria, foi proclamada Doutora da Igreja em 1970 pelo papa Paulo VI, como Mestra de espiritualidade.

Realizou uma grande reforma no Carmelo e fundou outros, inclusive dois de frades. 
Escreveu obras famosas e de grande valor espiritual como “Caminho de perfeição”, “Moradas ou Castelo Interior” e “Livro da vida”. Além de ser a autora do poema “Nada te perturbe”.

Confira um pouco de seu pensamento expresso em frases:

“Quem ama, faz sempre comunidade; não fica nunca sozinho”

“A amizade é a mais verdadeira realização da pessoa”

“Falais muito bem com outras pessoas, por que vos faltariam palavras para falar com Deus?”

“A amizade com Deus e a amizade com os outros é uma mesma coisa, não podemos separar uma da outra”

“Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandones nem as boas obras de oração, nem a penitência a que estás habituada. Antes, intensifica-as. E verás com que prontidão o Senhor te sustentará”

“Quem não deixa de caminhar, mesmo que tarde, afinal chega. Para mim, perder o caminho é abandonar a Oração”

“O Senhor não olha tanto a grandeza das nossas obras. Olha mais o amor com que são feitas”

“O verdadeiro humilde sempre duvida das próprias virtudes e considera mais seguras as que vê no próximo”

“Humildade é a verdade”

“Espera um pouco, filha, e verás grandes coisas”

“Vocês pensam que Deus não fala porque não se ouve a Sua voz? Quando é o coração que reza Ele responde”

“O Senhor sempre dá oportunidade para oração quando a queremos ter”

“Falte-me tudo, Senhor meu, mas se vós não me desamparardes, não faltarei eu a vós”

“Quem vos ama de verdade, Bem meu, vai seguro por um amplo caminho real, longe do despenhadeiro, estrada na qual, ao primeiro tropeço, Vós, Senhor, dais a mão; não se perde, por alguma queda, nem mesmo por muitas, quem tiver amor a Vós, e não às coisas do mundo”

“Se tiver humildade, não tenha receio, o Senhor não permitirá que se engane nem engane os outros”

“Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda”

“Se não dermos ouvidos ao Senhor quando Ele nos chama, pode acontecer que não consigamos encontrá-lo quando o quisermos”

“São felizes as vidas que se consumirem no serviço da Igreja”

“Basta uma graça dessas para transformar uma alma por inteiro”

“Não me parecia que eu conhecesse a minha alma, tão transformada eu a via”

“0 olhar de Deus é amar e conceder graças”

“Eu quero ver a Deus e para isso é necessário morrer. Não morro, mas entro na vida”

Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=4257&id=

terça-feira, 10 de julho de 2012

Será que sou uma pessoa imatura?


Como é uma personalidade imatura?
Por Enrique Rojas




Será que sou uma pessoa imatura? O autor, renomado psiquiatra espanhol, oferece aqui dez pontos bastante claros que possibilitam um auto-exame preciso.


A personalidade é a soma dos padrões de conduta reais e potenciais e é determinada por três fatores: a herança (o nosso patrimônio genético, aquilo que herdamos os nossos pais), o ambiento (aquilo que nos cerca) e a experiência de via (a biografia de cada um). A personalidade é a marca própria e específica de cada um. O cartão de visita. Noutras palavras, a personalidade é uma organização dinâmica, em movimento, em que confluem s aspectos físicos, psicológicos, sociais e culturais de um indivíduo. Nós, psiquiatras, dedicamo-nos à engenharia do comportamento. Somos escavadores das superfícies psicológicas, procuramos aprofundar na mecânica interna do comportamento, para corrigi-lo, melhorá-lo, torná-lo mais equilibrado.


A pessoa imatura é uma pessoa a meio caminho, com uma psicologia incipiente, incompleta, que no está bem acabada e que tem muitos pontos negativos, mas que pode mudar, melhorar e tornar-se mais sólida, com a ajuda de um psiquiatra ou de um psicólogo.


Tentarei sistematizar os ingredientes principais da imaturidade, para que o leitor possa adentrar num tema tão complexo.


1. Defasagem entre a idade cronológica e a idade mental. É uma das manifestações que mais chama a atenção logo de cara. Não esqueçamos que há pessoas que amadurecem cedo e outras que levam mais tempo, e isso pode interferir um pouco na observação.


2. Desconhecimento de si próprio. Conhecer-se a si próprio era uma das normas do herói grego. No templo dedicado ao deus Apolo, em Delfos, havia a inscrição: Gnothi Seauton, “conhece-te a ti mesmo”. Trata-se de ter claro que aquilo que devemos estudar com mais afinco somos nós mesmos, temos de saber quais são as nossas limitações e as nossas atitudes. O conhecimento dessas realidades é como que a carta de navegação que nos ajuda a guiar-nos para uma vida adequada.




3. Instabilidade emocional.[/font] A instabilidade emocional manifesta-se em mudanças do estado de ânimo: o sujeito passa da euforia à melancolia de um dia para outro ou mesmo dentro de um mesmo dia. É preciso distinguir essa variação dos chamados transtornos bipolares. O imaturo é desigual, variável, irregular, os seus sentimentos movem-se e balançam como um pêndulo, de maneira que ninguém nunca sabe o que esperar dele. Essa fragilidade é um traço bem característico da imaturidade. O seu estado de ânimo pode ser representado pelos dentes de uma serra, uma espécie de montanha russa cheia de oscilações.




4. Pouca ou nenhuma responsabilidade. A imaturidade tem níveis, como qualquer outro fato psicológico. A palavra “responsabilidade” vem do latim respondere, que significa “responder”, “prometer”, “satisfazer”. Estar na realidade é ter consciência das próprias circunstâncias imediatas – o hoje e o agora –, que são inescapáveis e que ninguém pode menosprezar.


5. Pouca ou nenhuma percepção da realidade. A captação incorreta de si próprio e das circunstâncias leva o sujeito a ter um comportamento inadequado nas suas relações intrapessoais (desarmonia consigo próprio) e interpessoais (não sabe lidar com os outros, não sabe guardar distâncias e proximidades).


6. Ausência de um projeto de vida. A vida não pode ser improvisada. É preciso uma certa organização, um esquema que planeje o futuro. E os três grandes temas do nosso projeto de vida devem ser: o amor, o trabalho e a cultura. E o sujeito imaturo não assume seriamente nenhum dos três. Não se vive sem amor; o amor deve ser o primeiro motor da vida, que impulsiona e dá força aos outros dois. Do nosso comprometimento com esses três grandes temas, brota a felicidade, suma e compêndio de uma vida coerente.


7. Falta de maturidade afetiva. É preciso compreender o que é o amor e vê-lo como a vértebra da nossa vida sentimental. É o amor que dá sentido à vida. Mas não há amor sem renúncias. Além disso, é preciso ter a consciência de que ninguém é absoluto para o outro. Não há amor eterno; ele só existe nos filmes, nas canções da moda e na cabeça das pessoas imaturas. O que, sim, existe é o amor trabalhado a cada dia.

Amar não significa ter sentimentos doces, mas voltar-se juntamente com o outro para as pequenas realidades cotidianas. No meu livro ¿Quién eres? (“Quem é você?”), descrevo a maturidade afetiva como uma dimensão à parte, com características próprias e específicas. Só gostaria de sublinhar uma coisa: como é fácil apaixonar-se e como é difícil manter-se apaixonado! Assistimos hoje uma verdadeira socialização da imaturidade afetiva.


8. Falta de maturidade intelectual. A inteligência, assim como a afetividade, é outra das grandes ferramentas da psicologia. Há muitas formas de inteligência: teórica, prática, social, analítica, sintética, discursiva, matemática, analógica, intuitiva e reflexiva...

Mas façamos uma idéia clara: uma pessoa é inteligente quando sabe focar um tema, fazer raciocínios e juízos adequados sobre a realidade, quando é capaz de formular um conjunto de soluções exeqüíveis e positivas para problemas concretos. Na linguagem mais moderna da psicologia cognitiva: inteligência é saber receber a informação a informação, codificá-la e ordená-la de corretamente a fim de oferecer respostas válidas, coerentes e eficazes.

Nesse campo, as manifestações de imaturidade são ricas e variadas: falta de visão e planejamento do futuro; hipertrofia do presente e exaltação do instante; falta de justiça nas análises pessoais e gerais; sérias dificuldades para racionalizar os fatos e aplicar-lhes um certo espírito cartesiano. A vida é como um viagem e por isso é importante saber aonde se quer chegar.


9. Pouca educação da vontade. A vontade é uma una joia que enfeita a personalidade do homem maduro. Se é frágil e não foi temperada pro uma luta constante, transforma o sujeito em um tipo débil, mole, volúvel, caprichoso, incapaz de propor-se objetivos concretos, já que tudo se desfaz com o primeiro estímulo que vem de fora e o faz abandonar a tarefa que levava a cabo. É a imagem do menino mimado, que é digna de pena: levado, arrastado e tiranizado por aquilo que é mais gostoso, aquilo que o corpo pede no momento.

Não sabe dizer “não”, fazer renúncias. Um menino estragado, paparicado, malcriado, que se dobra diante de qualquer exigência séria, que nunca superará as suas próprias possibilidades. Um ser que aprendeu a não se vencer, mas a seguir os seus impulsos imediatos. Por essa via, tornou-se um sujeito volúvel, inconstante, leviano, superficial, frívolo, que se entusiasma facilmente com algo para abandoná-lo logo que as coisas ficam minimamente difíceis.


E isso acarreta outras conseqüências. O sujeito apresenta baixa tolerância às frustrações, é um mal perdedor, pois tem pouca capacidade de superar as adversidades uma vez que não está acostumado a vencer-se em quase nada; e há também uma tendência a refugiar-se num mundo fantástico a fim de escapar da realidade.


10. Critérios morais e éticos instáveis. A moral é a arte de viver com dignidade, de usar corretamente a liberdade, de conhecer e pôr em prática aquilo que é bom. Na pessoa imatura tudo está preso por alfinetes que se soltam facilmente. A moda, a permissividade, o relativismo pautam a sua vida. Ele segue os vaivens das novidades sem nenhum espírito crítico.


A maturidade é uma das pontes levadiças que conduz à fortaleza da felicidade e é resultado de um trabalho sério e paciente de perder e agregar, de polir, de limar, de procurar que a nossa forma de ser seja como uma pedra dessas que vemos nos rios que quase não têm arestas.
http://www.comshalom.org/webforum/index.php?topic=608.0

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O orgulho deve ficar excluído pela lei da fé.



Olá,

Quero partilhar com vocês sobre um pecado que tem infiltrado nos nossos grupos de orações, nas pastorais, na paróquia e em todos os lugares, que é o orgulho.

O orgulho pode ser visto tanto como uma atitude positiva como negativa dependendo da situação. Pode ser empregado de maneira errônea, como sinônimo de soberba e arrogância como pode ser no sentido de dignidade ou brio.

Vamos meditar sobre o seguinte versículo bíblico:

"Que ninguém, a pretexto de humildade e culto aos anjos, vos impeça de alcançar a vitória. Tais pessoas baseiam-se em pretensas visões, deixando-se ingenuamente inchar de orgulho por sua mente carnal; (Colossenses 2,18)."

Quantas coisas boas poderíamos ter feito pelo irmão, se alguém na Igreja não tivesse nos impedido. É importante que as pessoas que estejam em coordenações, rezem muito, para não caírem no pecado do orgulho e impedir que a obra de Deus seja realizada.

O interessante, meus irmãos, é que o inimigo utiliza a palavra de Deus para convencer um coordenador de que não deve dar a oportunidade àquele que quer implantar algo novo naquilo que está participando.

Podemos verificar que há aqueles que estão coordenando algo, utilizam a própria obediência que se deve ter a Ele, para satisfazer os seus próprios desejos, para mostrar que é Ele que manda, que dá a última palavra.

Daí, a gente percebe que caiu na armadilha do inimigo e até do próprio inconsciente que é esperto e que apesar de você dizer que serve ao Senhor, serve a tudo menos ao Deus que tanto te ama e quer a sua contribuição.

Não devemos impedir as pessoas de alcançar a vitória e de libertar o povo cristão. Deus quer utilizar a todos. Dons não é propriedade de ninguém, pois são ferramentas que Deus dá aos servos para semear a semente do amor, a semente da paz, a semente da vitória.

"Onde fica então o orgulho? Fica excluído. Por qual lei? Pela lei das obras? Não, mas sim pela lei da fé. (Romanos 3,27)"

"O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho"; (I Coríntios 13,4).

É pela fé, que venceremos. Somos carnais e Deus é espírito. Estamos sujeitos a todos esses pecados capitais e temos que vigiar e rezar. E vigiar significa, ler a palavra de Deus. Vigiar significa fazer silêncio, saber escutar, vigiar significa acolher o irmão. Vigiar significa deixar os meus próprios interesses de lado e deixar o meu interior ouvir e falar.

São Paulo relata: "E para que a grandeza das revelações não me enchesse de orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás, para me esbofetear, a fim de que eu não me torne orgulhoso". (II Coríntios 12,7)
Não tem como o orgulhoso entrar no reino dos céus. É preciso refletirmos. É preciso deixar o orgulho ou então Deus intervirá e, aí, haverá sofrimento, como ocorreu com São Paulo.

"Deus o corrige também no leito, com o sofrimento, quando os ossos tremem sem parar,(Jó, 33,19)"

Não podemos ficar orgulhosos quando temos posses, pois não é do agrado de Deus, quando confiamos em nós e não Nele.

Gente, é lindo isso, Deus nos provê abundantemente de tudo para nosso bom uso. Ele dá tanto as coisas materiais quanto espirituais. Observe:

Ordena aos ricos deste mundo que rejeitem o orgulho e não ponham sua esperança na riqueza incerta, mas em Deus que nos provê abundantemente de tudo para nosso bom uso. (I Timóteo 6,17)

Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os que tem planos orgulhosos no coração. (São Lucas 1,51)

Quantos na Igreja, quando iniciaram, eram humildes e escutavam, eram dóceis, aprendiam com o irmão e depois guspiram no prato que comeram, por causa do orgulho, achando que já sabiam muito.

Ezequias, porém, não correspondeu ao favor recebido. Seu coração se tornou orgulhoso e por isso veio a ira divina sobre ele e sobre Judá e Jerusalém. (II Crônicas 32,25)

Mas Ezequias se humilhou do orgulho de seu coração, ele e todos os habitantes de Jerusalém. E por isso a ira do SENHOR não os atingiu nos tempos de Ezequias. (II Crônicas 32,26).

É necessário reconhecer-mos os nossos erros e voltar para o Senhor. Deus é nosso pai e não quer nos condenar, mas nos salvar.

Deus diz através e Isaías:

Virei cobrar a maldade do mundo, os crimes de todos que praticam injustiça. Ponho um fim no orgulho dos soberbos, e rebaixo a vaidade dos prepotentes. (Isaías 13,11).

Portanto, somos do entendimento de que Deus é misericordioso, mas acima de tudo está a sua justiça.

Voltemos para o Senhor enquanto é tempo e que não impeçamos o irmão de alcançar a vitória.

domingo, 8 de julho de 2012

Vinde, Espírito Santo!



Poucas vezes atentamos para o fato de que o Espírito Santo de Deus é uma Pessoa, viva, real, uma Pessoa Divina que nos ama e que está ao nosso lado a cada momento, sempre. Quando suplicamos: “Vinde, Espírito Santo”, não estamos pedindo simplesmente: “Vinde, ó força de Deus”, mas estamos suplicando: “Ó vem, Espírito Santo de Deus, vem sobre mim, porque és Deus, és o puro amor e eu preciso de ti, como pobre criatura que sou!”.

Precisamos continuamente suplicar a Luz de Deus: “Envia do céu um raio de tua Luz, arranca-me das trevas, as trevas que são o pecado, que é o olhar tanto para mim e tão pouco para ti e para meus irmãos. Faz-me ver a tua luz neles, naqueles que na tua divina providência puseste ao meu lado. Que eu possa contemplar a tua beleza, a tua pureza, a tua santidade naqueles que são criados à tua imagem e semelhança”.

É tão fácil contemplar os defeitos! Mas para os puros, tudo é puro; e os santos, os que são cheios da Luz do Espírito de Deus, conseguem ver as coisas, o mundo, as pessoas, com os olhos de amor e misericórdia que só pertencem a Deus. 

Ele é o Pai dos pobres, por isso podemos suplicar: “Vinde a mim, que sou pobre”. Pobre de virtudes, pobre de méritos. Eu preciso de ti, Senhor, preciso de teus dons, de tua força, preciso estar continuamente na tua presença. Sei que estás continuamente em mim, mas eu nem sempre me apercebo disso, nem sempre deixo-me guiar por tuas moções e inspirações”. Temos tanto medo de não ser felizes que acabamos por desprezar aquele Único que nos pode trazer a felicidade.

Quem somos nós para recusar os dons de Deus? Como ousar dizer que não necessitamos dos dons divinos ou, pior, trocá-los pelos dons dos homens? Como preferir a sabedoria deste mundo à Sabedoria que vem do Espírito Santo? Seria incoerência querer galgar os cumes da sabedoria deste mundo sem buscar a ciência de Deus acima de tudo. Lembro-me agora do que disse Jesus: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, por teres ocultado isto aos sábios e inteligentes e por tê-lo revelado aos pequeninos” (Lc 10,21). 

Como temer a Deus se não nos preenchemos de seu Amor? Sem o Amor de Deus nos nossos corações, a nossa fidelidade é legalismo e o nosso zelo é orgulho. “Sim, Senhor, sem os teus dons, nada sou, e ainda sou um nada soberbo!”.

“Espírito Santo, tu és meu consolo”. Há tantas tristezas nesta vida... Tantas dores e tribulações... Mas não há dor maior que aquela dor escondida dos que não amam a Deus. O Espírito Santo é o nosso consolo, é aquele que nos diz: “Não temas, o Pai te ama”! “Sim, Senhor, e tu não estás distante. Não és uma força estranha, alheia, fora de mim. Não, tu moras em mim. És o doce Hóspede da alma. Estais tão perto, não preciso buscar longe, esforçar-me para te encontrar”. Saber que Deus está tão perto de nós, que habita em nós, é o grande consolo de nossa alma vacilante, insegura.

O Espírito Santo é o nosso “descanso no trabalho”. Como diz o salmista: “É inútil levantar de madrugada ou até à noite retardar nosso repouso quando aos seus amados Deus concede o pão enquanto dormem” (Sl 127,2). Sim, é inútil ganharmos o mundo com nossas próprias forças se viermos a perder Deus, é inútil a aflição se podemos a Ele tudo confiar e esperar. O Espírito é nossa brisa leve.

“Por isso, eu vos peço, Senhor, com todas as forças do meu ser: incendiai o meu coração com a chama do teu amor. Sim, incendiai! Que meu coração arda de amor”.

“Sem a tua Luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele. Então, enche-me de ti! Lava-me, purifica-me, rega a minha alma para que eu possa dar os verdadeiros frutos de santidade que só brotam do coração que ama. Cura-me, Senhor, não permitas que minhas feridas e mazelas me prendam em mim mesmo e longe de ti”.

 Quantas vezes também declaramos que temos o coração muito duro, mas só o Espírito pode transformar essa realidade, só Ele arranca do nosso peito o coração de pedra e nos dá um coração novo, um coração de carne. Renovemos a nossa fé. 

Muitas vezes pedimos algo a Deus sem esperar de fato receber aquilo que pedimos. Ele é Deus, Deus nos ama e é capaz de nos fazer santos. A santidade não é um alvo impossível, precisamos crer nisso verdadeiramente. Não é por nossas forças, é pelo poder de Deus e a nós cabe apenas desejar, abrir o nosso coração para a ação do Espírito Santo, ser dóceis ao Amor. Por fim, oremos junto com a Santa Igreja:

Espírito de Deus,enviai dos céusum raio de luz!

Vinde, Pai dos pobres,
dai aos corações
vossos sete dons.
Consolo que acalma,
hóspede da alma,
doce alívio, vinde!
No labor descanso,
na aflição remanso,
no calor aragem.
Enchei, luz bendita,
chama que crepita,
o íntimo de nós!
Sem a luz que acode
nada o homem pode,
nenhum bem há nele
Dobrai a vossa Igreja
que espera e deseja
vossos sete dons.
Dai em prêmio ao forte
uma santa morte,
alegria eterna.
Amém.

Leonardo Henrique A. Wagner
Padre Consagrado na Comunidade de Vida Shalom


sábado, 7 de julho de 2012

Pregação do Padre Jonas para RCC - NOVA ERA


Padre Jonas diz que estamos em guerra e o Senhor está preparando soldados. 

A RCC é uma academia onde o Senhor está preparando os guerreiros. Numa academia ensina os jovens a experimentar as armas. Os dons são armas poderosíssimas.

O Senhor não é uma galinha choca e nós não somos os pintinhos debaixo de suas asas. O Senhor é como uma águia e nós somos como os filhotes de águia e ele está nos preparando para a batalha.

Pregação do Padre Jonas para RCC - NOVA ERA

sexta-feira, 6 de julho de 2012

TESTEMUNHO SOBRE A ESTAMPA DO JESUS MISERICORDIOSO DA IRMÃ FAUSTINA


Nos idos dos anos 80 – século passado! – participei, em um período de um ano e meio, de dois roubos. Não foram roubos comuns, como esses que a gente vê por aí, mas roubos especiais, conforme conto a seguir. 

Em 1979, quando a imagem de Jesus Misericordioso revelada à Irmã Faustina era, ainda praticamente desconhecida no Brasil, ganhei de um amigo com quem servia os pobres, no Pirambu, um santinho de papel, vindo de fora, com o belo rosto da imagem, sob a qual se lia, em inglês: ‘Olhe para mim’. Fiquei muito impressionada com a beleza daquele olhar e coloquei o santinho na minha carteira para que pudesse, de fato, olhá-lo com mais freqüência. Era, para mim, um tesouro. 

No ano seguinte, minha filha recém nascida, eu estava em processo de afastamento do serviço aos pobres, mas estava na missa na Paróquia do Cristo Redentor, no Pirambu, na metade da longa fila da comunhão, na qual cada um retira uma hóstia e a imerge no sangue sagrado, quando alguém bateu no meu ombro, muito afogueado e disse:

‘Estão roubando o teu carro!’ Fiquei entre ir comungar e interferir no roubo do carro. Percebi, por graça de Deus, que receber Jesus uma só vez que fosse era mais importante do que a Parati marrom do ano, que havia estacionado em frente à Igreja, com a carteira e todos os documentos dentro. Calmamente, disse que veria isso depois e fui comungar. Optei pelo mais importante (como queria ter cultivado mais essa fé!).

Ao sair da missa, formou-se ao meu redor um bolo de curiosos, pois, pelo jeito, havia-se espalhado a notícia. Quando cheguei no local, o carro estava lá. Estavam lá, também, a bolsa, a carteira, os documentos e o pouco dinheiro que tinha. Só me tinham levado... a pequena estampa de Jesus Misericordioso!

Algumas testemunhas disseram que haviam sido uns ‘meninos drogados’ que haviam arrombado o carro. Pensei nos adolescentes aditos de drogas com quem havíamos trabalhado, no adolescente adito acompanhado pelo nosso grupo morto a paulada pelos traficantes, nas crianças da escola que meu marido, eu e alguns casais havíamos construído, passaram pela minha mente dezenas de rostos. Poderia ter sido qualquer um, mas o mais provável era que não fosse nenhum deles. Eles não fazem isso com pessoas que se colocam ao seu lado.


As pessoas ao redor davam mil sugestões: chamar a polícia, identificar os meninos, ir procurar nos arredores. Eu, entretanto, nem ouvia. Só me vinha a pergunta: ‘Por que será que só tiraram o santinho de Jesus Misericordioso?’

E, enquanto dava partida no carro, rezei pedindo à misericórdia de Deus que fosse ao alcance daqueles adolescentes que o haviam escolhido acima de tudo o que haviam encontrado em minha bolsa e no carro, exatamente porque precisavam dele acima de todas aquelas coisas.

No fundo, eles haviam feito a mesma opção que eu, ao decidir comungar tranqüilamente e só sair depois da bênção final: haviam escolhido o mais importante. Pedi ao Senhor que os socorresse e que, como um sinal de que eles seriam alcançados pela misericórdia de Deus, me fizesse chegar às mãos uma outra estampa daquela, o que era dificílimo na época.

Em 1981, em Roma, durante o Congresso Mundial da RCC, a Irmã Briege McKenna rezou por mim e profetizou uma pequena lista do que Deus queria de mim. O item final, veio em forma de pergunta: ‘E os meus pobres? Por que você abandonou os meus pobres?’ Foi uma facada! Teria ficado por aí se, no dia seguinte, um missionário na Índia não tivesse me abordado enquanto eu escrevia alguma coisa no saguão do hotel:

‘Desculpe, mas Jesus insistiu que eu lhe interrompesse para entregar-lhe algo’, disse, enquanto manuseava um envelope grande nas mãos. ‘Trabalho em um hospital em Bombaim, na Índia e sempre mostro isso às pessoas que estão sofrendo ou morrendo e elas entram em grande paz. Tenho visto, também, muitas pessoas mudarem de vida. 

Trago isso sempre comigo e, sinceramente, não entendo porque Jesus manda que eu lhe dê.’ Abriu o grande envelope e tirou de dentro o mesmo rosto, da mesma imagem, com os mesmos dizeres da pequena estampa ‘roubada’. Só que, desta vez, impressa em papel mais grosso, brilhoso, muito, muito bonita. 

Emocionada, contei-lhe minha história e tentei, em vão, fazer com que ele ficasse com a estampa. Ele recusou, impressionado com o sinal que aquela estampa era para mim. Naturalmente, não caberia mais em minha carteira. Teria que colocá-la sobre a mesa e trazê-la no coração, junto com a esperança de que o Senhor, um dia, me fará voltar a servir os pobres, com a certeza de que os meninos (hoje homens!) encontraram a misericórdia de Deus e a confiança absoluta de que essa misericórdia não se rouba, porque ela se entrega, inteira e livremente, pelos meios mais insondáveis, a quem dela precisa!
Maria Emmir Nogueira

Publicado na Revista Shalom Maná, 2004

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Será que Deus está te chamando?



A bíblia esta cheia de pessoas que foram chamadas por Deus. Deus chama homens e mulheres para o projeto de salvação.

Fico a imaginar o Chamado de Noé, a construção da arca, a forma que as pessoas o viam quando começou a construí-la. Noé, tinha comunhão com Deus, uma vida de fé, em meio a uma civilização corrompida. 

A bíblia diz que Noé era Justo e Integro, e andava com Deus. Que tinha três filhos, uma só esposa, diante de uma terra cheia de violência, de um povo que não seguia e nem acreditava no Senhor.

Noé recebeu os planos de Deus, como fazer a arca, e então começou. Diz em Lucas 17, 27,  que as pessoas de sua época comiam, bebiam, faziam festas, até o dia em que Noé entrou na arca com sua família, em meio ao Deserto, onde entraram fecharam e ficaram sete dias esperando chuva e o dilúvio destruiu o restante. 

Ser chamado por Deus realmente, é não ser deste mundo.

"Ao ser humano cabem os projetos, mas a resposta pertence ao SENHOR. (Provérbios 16,1)"

Sim Deus chama homens. Ele não se engana nem erra.  Quase todos a quem Deus chamou tinha uma vida normal, uma vida comum, uma vida produtiva, de futuro social, financeiro e profissional, mas Ele vem, chama e a pessoa sente algo novo, diferente e dá uma resposta.

Vejamos  Abrão que deixou tudo que havia conquistado, terra, lugar, parentes e tudo o mais e mergulhou no deserto, crendo em uma promessa de um filho que não chegava, arriscando tudo para dar  inicio ao projeto de Deus.

Fico a pensar que se não queremos ser chamados de loucos, de diferentes, de acordar nas madrugadas, para rezar, se não queremos viver no incerto, no choro, nas lutas, nas provações,tribulações e tentações, não há como dar resposta ao chamado do Senhor.

O interessante, é que quando Deus chama, as vezes a gente tenta fugir, mas é algo tão forte, que a gente pode ir a onde for, que depois a gente volta. 

Deus é dez e sabe como e de que jeito fazer as coisas. Não temos como fugir e não temos como dizer Não. 

"Por isso, fala e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Se alguém da casa de Israel instalar ídolos no coração, colocar diante de si o tropeço que o faz pecar e depois se dirigir a um profeta, eu, o SENHOR, lhe darei a resposta por causa da multidão de seus ídolos. (Ezequiel 14,4)"

Não sabemos os critérios que Deus utiliza para o chamado, mas de uma coisa tenho certeza, ele me chamou e, digo, sou uma das piores.

Daí é que se percebe a graça, a glória, a honra. A quem menos espera ele chama, para que as pessoas percebam que a glória e a honra devem ser dadas a Ele.

Deixemo-nos guiar pelo Senhor. 

Antes que no seio tu fosses chamado eu te conhecia e te chamava pelo nome. É lindo isso. Glória a Deus!

Augusta Moreira dos Santos
Grupo de Oração São Francisco de Assis.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Padre Sertanejo - Padre Alessandro de Campos






“A inveja é o pecado diabólico por excelência”




O que é inveja? 
Cobiça, desejo maligno de possuir o que é de outro (bens, posição, ministério, etc...).
Ela pode estar bem camuflada. Se seu coração não se alegra com a benção e o sucesso do seu irmão, tenha cuidado! Se o sucesso do outro é uma ameaça para você, seu coração tem inveja. 
"Os irmãos o invejavam, mas o pai guardou o assunto".(Gen 37,11).
A inveja quando detectada não pode ser guardada. Não podemos tapar o sol com a peneira. Os problemas ao serem identificados precisam ser solucionados, mesmo porque a inveja, trava a vida das pessoas.
O pai de José, percebeu que os irmãos tinham inveja, mas guardou o assunto.
Recordei, neste momento, que escutei uma homilia de um padre, onde ele testemunhou que tinha inveja de um outro padre e que reuniu toda a coragem e confessou para o amigo, que tinha inveja Dele. Os dois, juntos, trabalharam esse problema e se tornaram excelentes amigos vindo a trabalharem juntos na mesma paróquia.
Esse padre, foi na raiz do problema, por isso foi solucionado. Ele admitiu a inveja e quis a libertação da inveja e conseguiu, pela graça de Deus.
Quantos de nós, já tivemos esse sentimento horrível e pela misericórdia do Senhor conseguimos nos livrar dele. Confesso que já tive inveja. Na verdade, não sabia que era inveja, mas hoje, percebo que era. E o pior, tive inveja espiritual.
A inveja espiritual, é algo muito grave, pois tomamos ódio da pessoa e na nossa mente justificamos o motivo, com algo banal, mas que para quem está com inveja, se torna como grave. E, acabamos por prejudicar aquela pessoa inocente.
Já vi casos, também, ainda mais graves, em que a pessoa tem inveja da outra e finge que gosta dela, mas no íntimo torce para que tudo dê errado. Na verdade, fica alegre com a desgraça alheia.
A inveja é cega: “Atingidos pela cegueira da inveja” (Mt 21 lc 1).
A inveja morde: “Alguns estavam mordidos de inveja” (Mt, 20).
Portanto, é preciso trabalharmos isso dentro de nós, reconhecendo que estamos com inveja e pedir a Deus a graça de superar isso, fazendo uma boa confissão, conversando com o diretor espiritual ou alguém de muita confiança e de caminhada, com maturidade para ouvir.
Além da inveja espiritual, há também, a inveja material.
A inveja é amiga daquele que não suporta o sucesso dos outros e não se conforma em ver alguém melhor do que ele mesmo. 
O primeiro pecado dos filhos de Adão e Eva foi cometido por inveja. Caim matou o irmão Abel. Abel era pastor e Caim lavrador (cf. Gn 4). Caim movido pela inveja, assassinou o próprio irmão.
Por inveja do demônio, a morte entrou no mundo, sab 2,24.
Santo Agostinho dizia que “a inveja é o pecado diabólico por excelência”. E se referia a ela como “o caruncho da alma que tudo rói e reduz a pó”.
Para São Tomás, a inveja nasceu com o primeiro pecado cometido pelos Anjos que se rebelaram contra Deus.
Na Escritura sagrada, diz que os irmãos de José o odiavam por que o pai deles gostava mais de José e o odiavam cada vez mais, por causa dos sonhos e palavras que Ele proferia, diz ainda da inveja que os irmãos tinham por ele.
Vejam, que por causa da inveja que tinham dele, passaram a odiá-lo, tanto que quase conseguiram matá-lo.
O evangelista São Mateus deixa claro a razão que os levou a matar o Filho de Deus: “Pilatos dirigiu-se ao povo reunido: ‘Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?’ Ele sabia que tinham entregue Jesus por inveja” (Mt 27,18).
Vemos, assim, a que ponto chega a inveja. 
Diante disto, temos que nos acautelar; uma vez movidos por ela, somos levados a praticar muitas injustiças. Quantas fofocas, maledicências, intrigas, brigas, rivalidades, calúnias e ódios acontecem por causa de uma inveja. Sim, é necessário a vigilância diária.
Santo Agostinho nos ajuda a entender a gravidade da inveja: “Terrível mal da alma, vírus da mente e fulminante corrosivo do coração, é invejar os dons de Deus que o irmão possui, sentir-se desafortunado por causa da fortuna dos outros, atormentar-se com o êxito dos demais, cometer um crime no segredo do coração, entregando o espírito e os sentidos à tortura da ansiedade; destroçar-se com a própria fúria!”
Portanto, somos do entendimento de que a inveja é um dos maiores males e precisamos admitir a mesma, quando detectada e ao percebermos que o outro possui inveja, ajudá-lo a livrar desse mal e caso não consiga, afastar dessa pessoa passando a interceder de longe, visto que é um mal atingível.
Que Deus nos conceda a graça, da pureza de coração.


Augusta Moreira dos Santos
Grupo de Oração São Francisco de Assis.


Crie raízes no lugar certo!



Não é comum para o mundo ver jovens reunidos para rezar. É normal vê-los reunidos para beber, sair de balada, se drogar ou qualquer outra coisa. Mas o “normal” nem sempre é o melhor para nós, não é?

Ser cristão, carregar um crucifixo no peito ou falar de Deus é muito “esquisito” para os outros. Ultimamente o “normal” e o “esquisito” se inverteram, assim como os valores. Porque hoje é normal ver uma adolescente engravidando do namorado e esquisito ver um casal de namorados se guardarem para o casamento.

De fato, é muito difícil estar no mundo e tentar viver a castidade e a radicalidade que a fé no evangelho nos propõe. Mas acredite, você encontrará a força necessária para lutar contra as coisas do mundo ao fincar os pés na igreja e ao se entregar inteiramente a Deus.

Nós vivemos num tempo em que até os justos são tentados e se nós não estivermos firmes na barca de Pedro, nós iremos naufragar. E esteja certo, ao escolher por seguir a Jesus Cristo, você também terá que lidar com a sua cruz. Não pense que a igreja promete glórias. 

Ao contrário. Jesus nos fala, quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, pegue a sua cruz e siga-me. Por isso, jovem, não há salvação sem a cruz e não há ressurreição sem morte.
Jesus nos deixou ensinamentos, a sua igreja e uma imensa prova de amor. 

E diante do nosso sim, Ele não impõe limites em nos abençoar. Mas nossa memória é fraca e nossa humanidade nos leva a esquecer o tamanho do amor de Jesus em nossas vidas e então caímos em pecado, nos perguntamos por que Jesus nos abandonou, porque isso ou aquilo aconteceu conosco, porque viver é tão difícil.

Mas Deus sabe o que nos dá e o que nos tira. E devemos buscar a intimidade com ele por meio da oração, da palavra de Deus e do conhecimento do amor Dele para alcançarmos forças e as curas que por ventura, necessitamos.

Mas mesmo Deus sendo o Deus do impossível, Ele vai agir conforme os desejos e o tempo dele. Justamente, porque sabe o que é melhor para nós. Sabe por quê? Você já se perguntou se Deus tivesse atendido aquele seu pedido tão esperado, você estaria tão perto de Deus como está agora? Talvez seja porque aquele emprego novo, aquele carro ou qualquer outra coisa que tenha pedido, te afastaria de Deus e longe Dele, estamos fadados ao sofrimento.

Cristo curou e realizou muitos milagres na vida de inúmeras pessoas, mas quantos voltaram para seguí-lo? Por isso, Ele nos diz, quem vem a mim, recebe a cura, mas quem volta recebe a salvação.

Então, para que você não caia no esquecimento do imenso amor de Deus em sua vida, leia a palavra de Deus com mais zelo, mais entrega e construa suas raízes na igreja. Busque mais conhecimento nela, pois é sobre ela que a nossa fé é firmada. Jesus a confiou a Pedro e nós devemos dar continuidade a ela, não somente diante do mundo, mas especialmente, dentro de nossos corações.

A igreja é muito rica e é santa. Pecadores são as pessoas que estão nela. Filtre a imagem que o mundo tem dela e que talvez você também tenha e busque mais conhecimento nela e em Deus, pois não se ama o que não se conhece, não é? Veja os escritos do Papa, acesse o site da canção nova, do vaticano. Busque o crescimento da sua fé. 

Muitas vezes mendigamos atenção e uma palavra de conforto com os outros, quando temos as respostas na palavra de Deus e em tantos outros tipos de formação que a igreja nos oferece.

Essa deve ser uma busca sem fim, pois quanto mais se conhece o amor de Deus e achamos que sabemos de tudo, coisas novas surgem para serem exploradas.

Explore esse amor. Firme suas raízes na igreja. Pois nós somos como árvores. Há dias em que estamos de pé. Nesses dias, devemos cuidar para não cair. Há dias que nos sentimos podados. 

É neste momento que devemos ter consciência que é a ação de Deus nas nossas vidas, pois sabe o que é melhor. E há dias que estamos secos. Para estes dias, precisamos lembrar que Jesus nos fala: Quem tiver sede, venha a mim!

“Quando passares pelas águas, eu estarei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti”. (Isaias 43 -2)

Fonte:http://abc.jovenssarados.com/?cat=6


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Por que dói tanto?


Por que é tão difícil esperar os nossos pedidos acontecerem? Por que nos dói tanto ver as coisas acontecendo de uma forma que não podemos controlar. Por que sofremos tanto a ponto de acreditarmos que nada dará certo para nós? Por que é tão fácil acreditar que Deus nos abandonou? E por que dói tanto?

Porque tem que doer. Porque é um processo. Porque faz parte do nosso amadurecimento ou às vezes não tem por quê nenhum, apenas dói. E insconscientemente nos entregamos ao sofrimento.

É mais fácil deixar a tristeza, as lágrimas e o sofrimento tomar conta de nós. É imensamente mais difícil sorrir quando se quer chorar. Porque lutar exige força, coragem e se entregar às dores não exige nada de nós. Não quer dizer que não temos o direito de sofrer, mas esse sofrimento tem que ser passageiro e tem que ser vivido do jeito certo.

“A alegria ou a tristeza só poderão continuar dentro de nós à medida que nos deixamos afetar por suas causas. É questão de escolha. Dura, eu sei. Difícil, reconheço. Mas ninguém nos prometeu que seria fácil.

Se hoje a vida lhe apresenta motivos para sofrer, ouse olhá-los de uma forma diferente. Não aceite todo este contexto de vida como causa já determinada para o seu fracasso.

Não, não precisa ser assim.

Deixe-se afetar de um jeito novo por tudo isso que já parece tão velho. Sofrimentos não precisam ser estados definitivos.
Eles podem ser apenas pontes, locais de travessia”.

(Trecho do livro Quando o sofrimento bater à sua porta é melhor abrir – Pe. Fábio de Melo)

domingo, 1 de julho de 2012

A verdadeira conversão acontece quando caio da montanha do meu orgulho.




Nas minhas andanças, ouvi uma homilia de um padre que me deixou impressionada, pois ele disse que Jesus transformou seu pior inimigo no maior aliado. Assim, Jesus fez com São Paulo, o apóstolo.

É isso mesmo, Jesus passou uma rasteira em Paulo. A queda de Paulo foi uma queda espiritual que o derrubou da montanha do seu orgulho. 

Paulo, foi atrás dos cristãos, para persegui-los, com toda a arrogância e foi fisgado por Jesus.

"Quem és tu, Senhor? Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo".(atos 9,5).
Paulo viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. Caindo por terra.(atos 9, 4).

Pensemos neste encontro de Jesus e de Paulo. 

Jesus, o misericordioso, o acolhedor, aquele que amou verdadeiramente a todos nós, dando a sua própria vida por amor,  tendo passado toda espécie de humilhação e zombarias.

Ele, que tudo suportou para cumprir a vontade do Pai, para realizar o projeto de Deus, o projeto da salvação. 

Paulo, aquele que perseguia a Igreja de Jesus, que queria destruir a obra que Ele havia realizado, tanto que saiu exatamente para perseguir e prender os seus seguidores.

No entanto, Jesus escolheu Paulo para a missão, para ser um dos "Dele". 

Jesus,viu além das aparências, da ignorância e do orgulho. Ele viu o seu interior e sabia que podia transformar Paulo, porque para Deus nada é impossível e assim aconteceu.

Paulo ao ter uma experiência com Jesus, ao ser batizado no Espírito Santo, ao sentir o amor de Deus, caiu na real e deixou o orgulho de lado e passou a servir o Senhor. 

De perseguidor passou a ser perseguido, tanto que Jesus disse que Paulo iria sofrer muito por amor ao seu nome.

É preciso que olhemos para o interior das pessoas. Precisamos deixar as nossas máscaras caírem. É necessário ter um olhar de misericórdia para o irmão, mesmo aquele que nos humilha, que nos faz sofrer, sendo uma pedra no nosso sapato. 

O tempo é curto e o Senhor quer que façamos aliados na sua Igreja. 

Não foi Paulo, o errante, que foi atrás de Jesus e sim o contrário, quem estava certo é que foi atrás do errado.

Então, vamos convidar para nos ajudar quem está contra nós. Vamos amar e acolher. Estendamos a nossa mão. 

Que Deus nos conceda a graça, de a exemplo de Jesus, fazer daqueles que não gostam de nós, aliados, na obra missionária.

Augusta Moreira dos Santos
Grupo de Oração São Francisco de Assis

“Não quero ser Santa pela metade, escolho tudo”. (Santa Teresinha do menino Jesus)



Santa Teresinha do Menino Jesus (Marie Françoise Thérèse), nasceu em Alençon (França), em 2 de janeiro de 1873 e foi batizada dois dias depois. Quando ela nasceu, seu pai Louis Martin, tinha aproximadamente 50 anos e Teresinha foi sua nona filha. Sua mãe, Zélie Martin, era bordadeira e estava com 41 anos.

Sua mãe tinha uma grave doença e já havia perdido 4 filhas. Durante a gravidez de Teresa, tinha muitos pesadelos e pedia a Deus que a criança não nascesse com alguma doença por culpa dela. Sta. Teresinha nasceu com o mesmo problema dos filhos anteriores e sua mãe dizia “ela é tão pequenina que preciso colocar o meu dedo sobre o seu coração para saber se está respirando, pois olhando não consigo perceber! Temo pela vida do meu bebê.”

Em Poucos meses Zélie já não tinha mais leite e foi obrigada a levar Teresa para ser amamentada por uma ama de leite, que passaria a ser considerada por ela como mãe biológica. Ao voltar para a casa de sua família Sta Teresinha perde sua mãe, que veio a falecer em decorrência de um câncer.
Logo depois, juntamente com seu pai e suas irmãs, muda para a cidade de Lisieux. Seu pai a chamava de “pequena rainha” e ela o considerava como “meu Rei”.

Sta. Teresinha adota sua irmã mais velha (Pauline), como mãe. Um certo dia ela ouve Pauline conversando com uma outra irmã dizendo que no dia seguinte iria adentrar no Carmelo e não sabia como dizer a Sta. Teresinha (seria mais uma perda que ela viveria tendo apenas 6 anos de idade).

Sta. Teresinha permaneceu durante 5 anos em um colégio interno das Irmãs Beneditinas, sob uma formação exigente e cheia de humilhações. A única coisa que a alegrava era o anseio por fazer a 1ª comunhão. Porém, 2 dias antes foi avisada de que não poderia fazer a primeira comunhão, pois só completaria 10 anos um dia após a celebração.

Com isso, Sta. Teresinha cai de cama doente, tem crises de pânico e é curada depois de ter uma visão da “Virgem do Sorriso”, uma imagem da Imaculada Conceição.

Aos 14 anos, na noite que ela chama de “noite da conversão”, ela ouve o pai “reclamar” por ter que comprar os presentes de Natal das filhas e Sta. Teresinha cai em prantos, mas ali ela simplesmente renuncia a sua infância, supera a dor pela perda da mãe e decide abraçar a vida religiosa como suas irmãs Maria e Paulina, no Carmelo de Lisieux.
Devido a pouca idade ela é impedida de entrar no Carmelo e durante uma viagem a Roma e graças a uma audiência concedida pelo Papa Leão XIII, audaciosamente ela suplica ao Santo Padre a permissão para ingressar no Carmelo aos 15 anos de idade.

No dia 9 de abril de 1888,  ela realiza seu grande sonho e é aceita na clausura do Carmelo, adotando o nome de  Thérèse de l´Enfant Jesus e cumprindo com fervor e fidelidade os ofícios que lhe são confiados. Seis anos após entrar no Carmelo, recebe a notícia de que seu pai faleceu.

Em 1895, por obediência, começa a escrever suas memórias (que foram publicadas, após sua morte, com o título História de uma Alma. Este livro será responsável pela divulgação da vida e espiritualidade de Santa Teresinha no mundo inteiro, sendo traduzido em 58 línguas).

Em 3 de abril do ano seguinte, na noite entre a Quinta-feira e a Sexta-Feira Santa, tem uma primeira manifestação da doença que a levará à morte. Teresa não se rebela, pelo contrário acolhe sua enfermidade como a misteriosa visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio,  uma prova de fé, mas ela se mantém firme, sem jamais rebelar-se, tudo aceita com paciência e amor.

Às 19 horas do dia 30 de setembro de 1897, fixou os olhos no crucifixo e exclamou: Meu Deus, eu Te amo! Logo em seguida parte para os braços do Pai.

Santa Teresinha é considerada a maior Santa dos tempos modernos. Foi canonizada em 1925, pelo Papa Pio XI. Em 1927 é declarada Patrona Universal das Missões Católicas. Em 1997, celebrando 100 anos de sua morte, é declarada “Doutora da Igreja pelo papa João Paulo II.

Ficou conhecida pelo seu amor ao Menino Jesus. Entre seus relatos, ela escreve: “Eu havia me oferecido a Jesus Menino como um brinquedo, e lhe havia dito que se servisse de mim não como uma coisa de luxo, que as crianças se contentam em guardar, mas como uma pequena bola sem valor, que ele pudesse jogar na terra, empurrar com os pés, deixar em um canto, ou também apertar contra o coração, quando isso lhe agradasse. Numa palavra queria divertir o Menino Jesus e abandonar-me aos seus caprichos infantis.”

Resumidamente, a vida de Santa Teresinha nos ensina a viver 4 pontos:
-Seguir pelo caminho da simplicidade;
-Entregar todo nosso ser ao Amor;
-Em todas as situações fazer cumprir a vontade de Deus;

-Zelar para que a salvação das pessoas devore nossos corações.
Seguem alguns dos pensamentos de Sta. Teresinha:

“A minha vocação é o amor!”

“Tudo é graça.”
“Não espero na terra qualquer retribuição: faço tudo por Deus.”
“Do Evangelho fiz o meu tesouro mais precioso.”
“A vontade de Deus é que eu lute até à morte.”
“Lutemos sempre, mesmo sem esperança de ganhar a batalha.”
“Oh! Bem-aventurado silêncio que tanta paz traz à alma!”
“Deus não tem necessidade das nossas obras, mas do nosso amor.”
“Viver de amor é dissipar o medo e a recordação das faltas passadas.”
“Deus quer que me abandone como uma criança.”
“Viver de amor é dar sem medida, sem reclamar salário aqui na terra.”
“Eu faço como as crianças que não sabem ler: digo a Deus o que Lhe quero dizer, sem compor belas frases.”
“No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor!”
“Um coração que ama trabalha com amor.”
“A caridade perfeita consiste em suportar os defeitos dos outros.”
“Haverá alma mais pequena e mais impotente que a minha?”
“O mérito não consiste em dar muito, mas em amar muito.”
“Não é para o primeiro lugar, mas para o último que eu corro.”
“A Virgem Santíssima é mais Mãe que Rainha.”
“É tão doce ajudar Jesus, pelos nossos sacrifícios, salvar almas.”
“O meu caminho é todo confiança e amor.”
“Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo.”
“Não posso descansar enquanto houver almas para salvar.”
“Só no Céu veremos a verdade de todas as coisas.”
“O que mais me agrada é o que Deus quer e escolhe para mim.”